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UMA REFLEXÃO SOBRE O USO ABUSIVO DAS REDES SOCIAIS – Pelo Prof. ZENILDO ZOOM

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Quando dei conta, o colega do lado já não estava mais…
Quando dei conta, a pizza já estava fria…
Quando dei conta, o carro buzinou em cima de mim…
Quando dei conta, o pão já tava torrado…
Quando dei conta o whatsapp já tinha me dominado, e eu como sempre não entendia meus passos. Literário, não é? Foi preciso usar o estilo poético para chamar atenção de algo que tem roubado nossas vidas de uma maneira tão viciante, mas tão viciante que nem percebemos. Nas mesas de jantar, a conversa acontece com os amigos virtuais, porque os familiares são reais, e os de verdade não faz mais sentido. Na pizzaria ninguém mais troca olhares, era pra ser uma comemoração, mas postar a foto do prato e passar a noite contando as curtidas e os amei, torna-se o alvo da noite. Na viagem com o amigo, ao invés de uma boa conversa, o fone de ouvido toma conta, e o caminho é trilhado por sequenciados episódios de séries.
Sabe-se que nem tudo é ruim nas redes sociais. Pelo contrário, grande parte do que elas oferecem é bom. O problema é saber dosar o uso para que as vantagens não sejam ofuscadas pelo vício que surge com os excessos.
Os estudos dizem que a falta de autoconhecimento faz com que muitas pessoas queiram fugir das emoções com que não conseguem lidar. As redes sociais representam uma forma de olhar para fora e tirar o foco do interior, uma vez que obter curtidas, comentários e compartilhamentos é muito mais fácil do que se aproximar de verdade, pedir um abraço, falar dos sentimentos. Além disso, os relacionamentos nas redes sociais são mais superficiais e frios, permitindo que as pessoas escondam suas reais emoções.
Aperfeiçoaremos, evoluiremos? Se evoluir for se tornar dependente da máquina é melhor que voltemos às cavernas, que possamos observar nas caças, pescas ou aventura em grupo o sabor de viver com o outro. Ou desliguemos os celulares ou ficaremos presos no mundo virtual.

(Zenildo Santos Silva, Bacharel em Psicologia, especializado em Psicopedagogia; licenciado em Letras Vernáculas pela UNEB. Atende no AEE – Atendimento Educacional Especializado, no acompanhamento de crianças com necessidades especiais)
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