WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

É PRECISO COMBATER A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA!!! – Pelo Prof. MAURÍCIO SANTANA

.

Ultimamente estamos presenciando diversos casos de intolerância religiosa no Brasil, como por exemplo no Rio de Janeiro e em Alagoinhas na Bahia. Os últimos levantamentos têm apontado para o aumento dos casos de intolerância religiosa no Brasil. Diversos antropólogos e pesquisadores das religiões chamam a atenção para a relação direta entre a intolerância religiosa e o racismo, e também associam este aumento da intolerância religiosa ao crescimento do pentecostalismo.
A relação entre a intolerância religiosa e o racismo é constatada pelo fato das religiões afro brasileiras e seus adeptos serem aqueles que mais sofrem ataques discriminatórios. As religiões afro-brasileiras (ou religiões brasileiras de matrizes africanas) carregam a herança africana em diversos aspectos; por exemplo, mantiveram o culto às divindades da natureza e aos ancestrais através da tradição oral, algo que é considerado por muitas pessoas como “primitivo”, atrasado, sujo, repulsivo, “coisa de preto”.
O crescimento do pentecostalismo no Brasil traz um impacto negativo frente as religiões afro brasileiras. A maioria das igrejas evangélicas pentecostais dá lugar central ao confronto espiritual e isto leva ao acirramento de determinadas práticas. Inúmeros destes atos de intolerância dos evangélicos são decorrentes de alianças entre igrejas e políticos evangélicos ou mesmo, por mais extraordinário que possa parecer, entre igrejas e “traficantes evangélicos”, assim sinalizou a reportagem. Por outro lado o líder evangélico Silas Malafaia contestou a afirmação supracitada, afirmando que é muito triste ver diversos evangélicos, inclusive líderes de igrejas e parlamentares, que simplesmente não têm qualquer respeito pelas religiões afro-brasileiras, pelos seus símbolos e pelos seus adeptos.
Para enfrentar essa intolerância que possui motivação religiosa, não basta propor alguma medida supostamente laicista. É preciso garantir que pessoas adeptas de diferentes crenças ou descrenças possam assumir publicamente suas identidades religiosas ou arreligiosas e possam conviver pacificamente em quaisquer contextos sociais. Nenhum cidadão pode ser levado a negar sua identidade religiosa por conta de atos intolerantes, de estigmas e de preconceitos, inclusive de cunho racista. Neste sentido, assumir um compromisso efetivo de combate à intolerância religiosa e ao racismo de maneira mais efetiva e assim construir uma sociedade mais justa e igualitária, sem ofensas e rivalidades religiosas.

(Maurício Santana, Licenciado em História, Professor da rede Estadual e Privada de Ensino, Pós Graduado em História do Brasil, Gestão Educacional e Mestre em Educação)
.

Comentários estão fechados.