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PREFEITO DE JEQUIÉ REVELA SUA INCOMPETÊNCIA – Pelo Prof. NELSON RIBEIRO (Itamari)

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O prefeito de Jequié tem demonstrado incompetência para resolver os problemas financeiros que a cidade vem passando, desde o inicio de sua gestão vem cortando gastos de setores essenciais, com sua política de austeridade e controle, mas até o momento foi incapaz de resolver a situação.
Incapaz de atrair mais investimento para a cidade, incapaz de fomentar a economia do município com políticas públicas voltadas para atividades agrícolas e comerciais. Vem a todo momento culpando o funcionalismo pela crise do município. Quem poderia ser a solução de alguns problemas segundo ele, é a sua causa da crise. Muito fácil escolher um bode expiatório, e culpá-lo por todos os problemas.
Atolado em dívidas de campanhas, em escândalos de corrupção e outros desvios, decepcionou os mais de 70% do eleitorado que depositou sua esperança na renovação. Já se tornou o pior gestor para o funcionalismo em toda história de Jequié, superando até mesmo o governo Tânia Brito.

Com dificuldade de pagar ao funcionalismo, com dívidas astronômicas, com baixo crédito na praça, com queda na arrecadação e outros problemas financeiros, baixou as escuras, na calada da noite e sem aviso prévio um decreto inconstitucional e criminoso, cortando de 30 a 80 % do salário dos professores e professoras, retirando sua valorização prevista em lei há quase 20 anos. Causando danos emocionais e doenças relacionadas, pois mexer com salário é mexer com todo o nosso ser, podendo levar até mesmo ao pior dos desesperos, atentando até contra nossa própria vida. Uma vida toda planejada, de compromissos e que de uma hora para outra muda completamente, tendo que replanejar, nem todos conseguem administrar essas mudanças.
Ele quer implantar em Jequié o mesmo regime escravo que implantou na sua empresa de biscoito a Gameleira, de desvalorização do trabalhador, de trabalho a troco de salário mínimo e de retirada de direitos, inclusive a livre manifestação.
O regime de REDAS em Jequié, é a prova mais irrefutável da política de Sérgio da Gameleira. Tornou o REDA uma política de governo, implantando em todos os setores do município, para evitar concurso e mais direitos ao trabalhador, que sobre ameaças não podem nem mesmo se manifestar, pois são coagidos por diretores e setores da prefeitura. Há muito tempo o quantitativo previsto em lei para os contratos foi ultrapassado, mas como tem a maioria na Câmara e as vistas grossas do ministério público, tem feito e ampliado sua política de escravidão.
Os REDAS recebem menos de 50% que os professores, sem direito a gratificações, sem direito a manifestação, podendo ser demitido a qualquer momento, se sujeitam a situação por falta de algo melhor no momento. Trabalham apenas para sobreviverem, fazem o mínimo e não estabelecem vínculos mais fortes com o setor público, contribuindo ainda mais para sua precariedade. Além disso, a tal política de REDAS, banalizou e desvalorizou ainda mais o magistério. Temos hoje em Jequié, profissionais com mestrado e doutorado ganhando em média R$ 1. 400,00. Que motivação terão as pessoas para fazer uma licenciatura, levarem 4 anos em uma universidade em troco de não muito mais que um salário mínimo? Com que cara iremos incentivar nosso alunos a ser professores e professoras?
Quando a oposição falava que ele odiava trabalhador, quando sua própria família falava que Jequié iria conhecer a sua verdadeira índole, não acreditávamos, pensávamos que eram apenas falácias da oposição. Hoje estamos vendo porque que a Gameleira se dividiu em Petyan. Porque sua família não quer saber dele.
E o que dizer dos precatórios do FUNDEF? Mais de 250 milhões da educação, de uma dívida que o governo federal contraiu com os professores e com a educação dos municípios? Enquanto em outros municípios os professores e outros setores da educação sentavam para discutir o que fazer, aqui em Jequié contrataram logo uma equipe de advogados (que ficou com boa parte do recurso) para retirar de quem era de direito no mínimo 60 %, os professores. Alegando estar fazendo reformas – para disfarçar, transformando a educação em Jequié, fizeram festa, comprando autoridades, calando a boca de alguns e mantendo a maioria na câmara. Os advogados, políticos e outras autoridades foram quem mais se beneficiaram dos precatórios, mas aqui se faz aqui se paga. Ainda correm risco de ter que se explicar ou devolver esses 250 milhões que passaram a mão antes da previsão em lei do que deveriam fazer. Agora é só aguardar e provocar a justiça para que ela seja feita.
Enquanto isso, ficamos na torcida para que o pior não aconteça, para que a prefeitura não quebre nas mãos dos maus gestores. Não queremos a falência do PMJ, mas se algo não for feito, o futuro continuará incerto.

(Nelson Ribeiro Filho, Mestrando em Educação, especialista, Professor das redes Estadual e Municipal de ensino e é o administrador do grupo TRIBUNA LIVRE DE ITAMARI)
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