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POR QUE FALAR DE GÊNERO NAS ESCOLAS?! – Pelo Prof. Zenildo – ZOOM

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A atual conjuntura política põe em pauta questões contrária aos estudos de gênero, reduzindo a temática a discursos “menino veste azul e meninas rosa”; estudar gênero torna-se importante, porque a luta pela igualdade ainda apresenta muitos desafios, pois a cultura patriarcal é predominante, fruto de um processo histórico, de perpetuação dos papeis femininos e masculinos. Portanto é essencial pensar maneiras de desconstruir os mecanismos que fazem parte do senso comum, dos quais o imaginário social e cultural e os meios de comunicação estão impregnados, restringindo as possibilidades de cada pessoa desenvolver-se como sujeito.
Há em nossa cultura uma norma estabelecida que atravessa toda constituição, tanto das estruturas sociais, quanto das subjetividades. O modelo da heterossexualidade como única forma possível da expressão da sexualidade é um forte elemento de regulação. O que entra em jogo nesse cenário é a própria definição de homem e a delimitação de que alguns corpos e vidas são mais legítimos que outros.
Sendo assim, a construção do gênero é histórica e se faz cotidianamente: nas relações entre os dois sexos, nos discursos e nas representações desses contatos que estão em constante mudança. A escola continua imprimindo sua marca distinta sobre os sujeitos, através de múltiplos e discretos mecanismos. Por isso, os docentes necessitam observar o comportamento de alunos e alunas cobrados pela sociedade e de que maneira a regulamentação pune os que estão fora das “regras”, fazendo isso é possível pensar maneiras de desconstrução e conscientização.
Entende-se que há uma violência de gênero, quando se viola os direitos humanos numa perspectiva de perpetuação das desigualdades hierárquicas existentes para garantir subalternidade de um sexo a outro, trata-se de dominação permanente. Analisados sob um viés histórico e de totalidade, a opressão pode ser percebidas não como destino natural, mas como construção social que pode, inclusive, ser desconstruída.
Diante disso, é preciso caminhar na contramão desses discursos, pois o sistema de ensino também fabrica sujeitos e produz identidades de gênero e, essas identidades estão sendo produzidas através de relações de desigualdades, ao admitir que a escola esteja intrinsecamente comprometida com a manutenção de uma sociedade machista.

(Zenildo Santos Silva, Bacharel em Psicologia, especializado em Psicopedagogia; licenciado em Letras Vernáculas pela UNEB. Atende no AEE – Atendimento Educacional Especializado, no acompanhamento de crianças com necessidades especiais)
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