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EM PAUTA: SUICÍDIO INFANTIL – Pelo Prof. Zenildo – ZOOM

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Setembro é dedicado a reflexões sobre saúde mental, mês relacionado à prevenção ao suicídio, que ainda é um assunto evitado por muitos, ora por tabu, ora por receio, já que a morte é carregada de misticismo. Independente de qualquer questão é preciso sempre falar e promover práticas que favoreçam a vida, visto que o suicídio hoje é uma das maiores causas de morte no mundo.
O suicídio infantil não deve ser visto como algo impossível. Certamente, o autocídio na infância, assim como os demais não devem ser compreendido como o desejo de morrer, mas sim de acabar com um sofrimento. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), houve um aumento de 40% na taxa de suicídio entre crianças e adolescentes (10 e 14 anos). O questionamento fica no ar: o que faz uma criança pensar ou acabar com a própria vida?
Alguns aspectos psicológicos, como a depressão, esquizofrenia, sentimentos de desesperança e desamparo, pensar que as coisas nunca se resolverão e que está sozinha no mundo, traços de personalidade como a impulsividade e o uso de substâncias psicoativas. Outros aspectos também, como a violência intrafamiliar: psicológica, física, negligente e sexual.
Exigir demais de uma criança gera o sentimento de frustração, porque ela pode se sentir incapaz de não corresponder ao que se espera dela. O estresse leva à ansiedade, o que pode levar à depressão, à desesperança. É justamente a desesperança que precisa ser o maior ponto de atenção. É necessário estar atento aos sinais de que a criança considera o seu problema como indissolúvel, não há possibilidade de melhorar a sua vida.
Em qualquer idade, a pessoa que deseja morrer quer apenas deixar de sofrer. Então um abraço amigo, uma boa escuta é primordial em qualquer situação. Toda vez que ver alguém postando algo negativo experimente perguntar se a pessoa está bem, se precisa de algo e sempre diga: eu estou aqui para o que precisar, fazendo isso, sem perceber estaremos prevenindo suicídios.

(Zenildo Santos Silva, Bacharel em Psicologia, especializado em Psicopedagogia; licenciado em Letras Vernáculas pela UNEB. Atende no AEE – Atendimento Educacional Especializado, no acompanhamento de crianças com necessidades especiais)
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