WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

DIÁSPORA AFRICANA, VOCÊ JÁ OUVIU FALAR? – Pelo Prof. MAURÍCIO SANTANA

.

A terminologia diáspora se relaciona com dispersão e refere-se ao deslocamento, forçado ou não, de um povo pelo mundo. A discussão acerca da diáspora africana se refere ao fenômeno caracterizado pela imigração forçada de africanos, durante o tráfico transatlântico de escravizados, a qual era feita através de fluxos forçados de negros que embarcavam nos tumbeiros (navios negreiros) modos de vida, culturas, práticas religiosas, línguas e formas de organização política que acabaram por influenciar na construção das sociedades às quais os africanos escravizados tiveram como destino.
A diáspora africana compreende um processo que envolveu migração forçada, mas também redefinição identitária, uma vez que estes povos (balantas, manjacos, bijagós, mandingas, jejes, haussás, iorubas) reinventaram práticas e construíram novas formas de viver, viabilizando a existência de sociedades afro-diaspóricas como Brasil, Estados Unidos, Cuba, Colômbia, Equador, Jamaica, Haiti, Honduras, Porto Rico, República Dominicana, Bahamas, entre outras.
Ao embarcar nos navios negreiros, jejes, iorubas e tantos outros, eram obrigados a deixar para trás sua história, costumes, religiosidade e suas formas próprias de identificação. Passavam, então, a ser identificados pelos traficantes com base nos portos de embarque, nas regiões de procedência ou por identificações feitas pelos traficantes. A partir desse contexto, a diáspora favorecia o surgimento de novas configurações identitárias, a saber: bantus (povos provenientes do centro-sul do continente), nagôs (povos de língua ioruba), minas (provenientes da Costa da Mina). Além destes, crioulos (escravizados nascidos na América) e, em um contexto de fim da escravatura, afrodescendentes.
Com o decorrer do processo do trafico negreiro, a diáspora passa a constituir um processo complexo que envolveu a promoção de guerras em África e a destruição de sociedades; captura de homens, mulheres e crianças; a inserção brutal em uma nova sociedade; lutas por liberdade e sobrevivência e a construção de novas identidades. As sociedades construídas com base no processo de diáspora africana, apesar das marcas estruturais decorrentes do passado escravocrata, conectam-se social e culturalmente, seja por meio da história e deste passado comum, das manifestações artísticas, da ciência, da religiosidade, da black music, do jazz, do soul, do reggae, do samba. Referencia: http://www.palmares.gov.br

(Maurício Santana, Licenciado em História, Professor da rede Estadual e Privada de Ensino, Pós Graduado em História do Brasil, Gestão Educacional e Mestre em Educação)
.

Comentários estão fechados.