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DO CANADÁ A ILHÉUS, NASCE O CACAU DO CÉU…

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Em março de 2018, a administradora Marcela Tavares Monteiro, 44 anos, largou a carreira de sete anos no Exército para se dedicar à produção artesanal de chocolate.
“Sou bisneta de cacauicultores e nasci em Ilhéus, mas sempre frequentei as fazendas de cacau da família. Aos 14 anos eu já derretia chocolate, mas só percebi que poderia trabalhar com isso depois de fazer um curso ‘bean to bar’, que é o processo de fabricação do chocolate, desde a amêndoa do cacau até a barra”, disse.
Antes do Exército, Marcela trabalhou em uma empresa de importação por oito anos. Em uma viagem de férias ao Canadá, se apaixonou pelo país e decidiu ficar. “Em 2008 eu estava em um lugar diferente querendo mudar de profissão até que encontrei o curso de chocolate artesanal. No mesmo ano, eu retornei ao Brasil. Em 2011 criei a marca “Cacau do Céu” e montei uma loja em Ilhéus (BA)”.
Até o ano passado, Marcela era militar do Exército e se dividia entre as duas tarefas. “Como eu já tinha a loja e estava conquistando consumidores em Salvador, São Paulo e Curitiba, larguei o outro emprego e agora me dedico 100% ao chocolate e à loja”.
E a aposta da chocolateira deu certo. Marcela é uma das finalistas do “Prêmio Brasil Artesanal 2019 – Chocolate”, promovido pelo Sistema CNA/Senar. “Fiquei sabendo do concurso em grupo de whatsapp. Pra mim já é uma vitória porque cada vez mais as mulheres estão se envolvendo e tocando seu próprio negócio”.

Capacitação – Marcela trabalha com a técnica “bean to bar”, mas pretende lançar uma linha de chocolates “tree to bar” feitos com o cacau da sua fazenda Saudade, em Ilhéus. Para isso, procurou o programa Pro-Senar Cacau, que auxilia o produtor a melhorar a produtividade e rentabilidade do negócio rural.
“Aprendi a fazer o chocolate antes de aprender a cuidar do cacau. Me formei na segunda turma do programa e tive uma direção para trabalhar na atividade, pois o técnico ensina a fazer análise e correção de solo. Hoje meu chocolate é feito com o cacau do produtor João Tavares, da fazenda Leolinda, em Uruçuca (BA). No futuro, o meu cacau também será a matéria-prima do meu produto”, explicou Marcela.
As três produtoras de chocolate vencedoras serão premiadas no dia 9 de outubro, durante o 4º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, em São Paulo. Durante o evento, o público poderá provar, no estande do Sistema CNA/Senar, os cinco chocolates finalistas e votar no que mais gostaram.
O prêmio é uma ação do Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais. (Fonte: Cacau e chocolate)

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