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INSTAGRAM VIRA FERRAMENTA DE REVISÃO PARA O ENEM: CONFIRA 10 PERFIS PARA AJUDAR

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À primeira vista, a combinação de um estudante e um celular com Instagram pode parecer um convite à distração. Mas existem aqueles que usam a ferramenta como forma de estudo e revisão. A menos de 20 dias para o primeiro domingo de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a forma rápida de acessar os conteúdos têm sido a escolha de alguns estudantes para as revisões finais. Perfis de professores, cursos e até de estudantes acumulam seguidores que procuram os conteúdos para se dar melhor nas provas.
É o caso do estudante Hugo Araújo, 18 anos, que pretende garantir uma vaga no curso de publicidade e propaganda com a nota do Enem. Estudando em casa, Hugo usa o Instagram para reforçar os conteúdos. “Uso o Instagram de vários jeitos na hora de estudar, não só para revisar, mas para poder aprender também. Sigo perfis de professores, de curiosidades. Acabo indo atrás de conteúdos mesmo”, conta o estudante. Ele conta que é variada a forma de estudar com a ferramenta. “Meus amigos utilizam o Instagram como meio de postagem para o resumo ser divulgado pra várias pessoas”.

O estudante Hugo Araújo, 18 anos, segue os perfis de professores e de curiosidades no Instagram
(Foto: Marina Silva/CORREIO)

Com quase 260 mil seguidores, uma das contas mais acompanhadas pelos estudantes no Instagram é a do professor Daniel Ferretto (@professorferretto), que além da conta na rede social, tem também um canal no Youtube, e ensina matemática online. Com cinco anos de aulas na internet, o professor aponta os benefícios de estudar com plataformas como o Instagram.
“Uma das maiores vantagens dos cursos e conteúdos promovidos pela internet é o fato de que o aluno faz seu próprio cronograma de aulas e pode usar o Instagram, por exemplo, para reforçar conteúdo ou para lhe ajudar a lembrar de estudar determinadas matérias”, diz.
FERRAMENTA
O professor explica que as próprias características do Instagram o tornam melhor para revisão dos conteúdos apreendidos do que como uma forma de estudar um novo assunto. “Por ser um conteúdo mais objetivo, ele é ótimo para revisões e para reforçar determinadas teorias e práticas. O vídeo no geral e o visual facilitado por essas ferramentas ajudam a exemplificar exercícios por exemplo”, detalha ele.
A escolha pela ferramenta como forma de revisão faz parte da rotina do estudante Pedro Castro, 17 anos. “Normalmente, utilizo o Instagram quando já sei o assunto e quero fixá-lo. Por exemplo com fórmulas matemáticas, ou com assuntos de química. É uma ferramenta que ajuda bastante, seja pelos resumos teóricos seja pelas aulas curtas”, avalia o jovem, que quer estudar medicina.
Pedro conta que o Instagram já o salvou de se dar mal em uma prova onde o conhecimento não estava tão seguro. “Teve uma prova de matemática, de geometria, e eu não sabia muito bem as fórmulas. Fui olhar no Instagram e consegui gravar porque eles sempre fazem umas frases que ficam na cabeça e que levam a fórmula, ajuda muito na fixação”, lembra o estudante do Colégio Anglo-Brasileiro.
VEJA 10 PERFIS DO INSTAGRAM QUE PODEM TE AJUDAR
@professorferretto
@vestmanu
@lfelpi
@projredacao
@vestibular.com.br
@med_rabiscos
@pensamentovincular
@resumosestudo
@coisasdeenem
@anas.studies
OUTRO LADO
Apesar das vantagens percebidas por quem usa o Instagram para aprender, os próprios estudantes também percebem os perigos de transformar rede social em ferramenta de estudos. “Às vezes você tá querendo estudar, no perfil de um professor, mas um amigo manda uma mensagem e você quer ver. Ou pode encontrar, também, uma informação falsa às vezes. Usar o Instagram tem desvantagens, pode atrapalhar”, avalia Hugo Araújo.
A orientadora educacional Daisy Borali, que atua com o ensino médio do Colégio Antônio Vieira, chama atenção para os perigos. “Nós estamos naturalmente conectados, plugados, e na idade deles ainda mais. Toda ferramenta é importante, mas é preciso tomar cuidado com a fidedignidade das informações, checar bastante de onde vem aquele conteúdo”, explica a profissional.
A orientadora avalia que, por ser um espaço aberto e alimentado por qualquer pessoas, a rede social pode acabar atrapalhando mais que ajudando, seja porque nem toda informação pode estar correta e ser confiável, ou porque durante o tempo de estudo os usos podem acabar se confundindo.
“A rede social por si só leva para as distrações, o uso depende muito de cada aluno, eles são orientados a usar o mínimo possível como ferramenta de estudo mesmo, que busquem outros meios, e filtrem o máximo o que tiram das redes. As vezes é mais útil para ampliar repertório, saber de um filme, uma peça de teatro, uma leitura complementar, do que para estudar de fato”, opina.
O próprio professor Ferretto, apesar de ensinar online, acredita que nem todo o aluno encara com facilidade esse tipo de estudo. “O aluno precisa estar muito focado para estudar pela internet, evitar distrações, desligar ferramentas de conversa e se concentrar apenas nos estudos. Para estudar online, é fundamental que o estudante seja organizado e tenha disciplina. Para isso, é preciso que ele crie uma rotina de estudos e consiga equilibrá-la com outros compromissos Eu acredito muito que, quando colocamos um prazo certo para determinada atividade, nossa produtividade aumenta”.
Fugir das distrações que o Instagram pode proporcionar fez a estudante Beatriz Gesteira, 17 anos, decidir excluir a rede social na reta final da preparação para o Enem. Apesar de buscar resumos e pequenos vídeos na ferramenta a aluna do Anglo Brasileiro decidiu deixar a rede social de lado. “Percebi que to com pouco tempo e muita coisa pra estudar e decidi sacrificar esses 20 dias. Percebi que usava mais para lazer do que para estudar de fato então acabava sendo mais prejudicial do que cooperativo”, avalia ela que geralmente usava o Instagram para revisar fórmulas de matérias exatas.

Feed do perfil @vestmanu (Foto: Reprodução/Instagram)
ALUNO VIRA PROFESSOR NA PLATAFORMA
Uma outra característica diferencial dos estudos pelas plataformas digitais é a possibilidade de o próprio aluno virar professor. São inúmeros os casos de perfis no Instagram alimentados pelos próprios estudantes, que acumulam seguidores, buscando ajuda daqueles que passam ou que já passaram pela mesma realidade do pré Enem. O estudante Lucas Felpi (@lfelpi), por exemplo, já acumula 117 mil seguidores e segue compartilhando conteúdo e participando de aulas de revisão online, mesmo já tendo feito o Enem em 2018 e tendo escolhido ir estudar ciência política fora do Brasil
O perfil do estudante, que garantiu nota mil na redação e quase a mesma nota máxima em matemática, na edição de 2018 do Enem, conta com fórmulas, resumos e esquemas de estudo para ajudar quem ainda vai fazer a prova esse ano. Usando o Instagram para compartilhar seus estudos, Lucas foi aprovado em mais de oito universidades, algumas nos Estados Unidos.
Outra que segue compartilhando conteúdo de estudos é a estudante Emanuelle Melo (@vestmanu), 25 anos, que hoje estuda arquitetura. O projeto no Instagram, começou em 2016. “Estava fazendo cursinho na época e muitas pessoas pediam para tirar foto dos meus resumos e anotações, porque sempre gostei de fazer com muita cor, desenhos. Ai pensei que outras pessoas que faziam o Enem pelo Brasil não tinham acesso a dicas e macetes e resolvi compartilhar”, explica ela que já acumula quase 30 mil seguidores na plataforma.
Para a universitária, o Instagram ajuda aqueles que, como ela, se dão melhor com o tipo visual de aprendizagem. “Eu tenho muito mais facilidade com o visual, aprendo melhor, e por isso o Instagram ajuda, mas depende de cada pessoa, de como cada um aprende”. (Fonte: Correio)

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