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A CRISE DA AUTORIDADE COM OS FILHOS – Pelo Prof. Zenildo ZOOM

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Qual professor nunca ouviu a frase: eu já não sei mais o que fazer com essa criança, desisto! Parece forte, mas os pais dizem isso frequentemente nas escolas. Afinal, o que tem acontecido nos lares? Por que a geração atual não respeita autoridades? Estariam os pais do século XXI incapazes de educar os filhos? Sempre faço questão de dizer aos genitores que nos procuram: quem é o adulto da relação?
A autoridade parental é indispensável para a formação do caráter e da personalidade dos filhos. Crianças criadas sem compreender limites se tornam adultos frustrados e infelizes. Muitos pais, porém, têm medo de desempenhar um papel rígido, confundindo autoridade com autoritarismo.
Autoridade e autoritarismo são coisas distintas. Aquela pode ser entendida como o poder de impor limites necessários para a convivência em sociedade, já esta indica um exagero desse poder, realizado pela simples imposição de uma ideia sem possibilidade de contraposição.
A autoridade enfrenta séria crise na sociedade contemporânea. Nas clínicas, os psicólogos ouvem esses mesmos relatos todos os dias. Qual é a causa dessa desestrutura familiar? A ausência da autoridade, com certeza. Esses genitores, que pensam cuidar bem de seus filhos e procuram ser os mais amigos possível, não impõem aquilo que deveriam impor. Seja porque rejeitam toda posição de autoridade, seja porque, embora querendo manifestar sua autoridade, não conseguem mantê-la por mais de alguns instantes.
Educar os filhos com autoridade é um dos principais desafios diante dos quais os pais se deparam no processo de formação dos pequenos. O que tem acontecido é a transferência desse direito para avós, professores, vizinhos etc.
Diante das questões apresentadas, fica o conselho: pais, ao falar com seus filhos adotem um tom que de voz seguro, firmeza e confiança. Faça contato visual. Sempre que você se dirigir ao seu filho, olhe-o nos olhos e adapte-se à sua estatura, agache-se para se aproximar também do tamanho, o olho no olho. Assim você fortalece a conexão com seu filho e aquilo que você disser terá mais valor. Cumpra as consequências que você estabeleceu. Nunca deixe de ser carinhoso. Uma autoridade firme não se opõe ao amor que deve haver entre pais e filhos. Aproximação e amor também combinam com respeito!

(Zenildo Santos Silva, Bacharel em Psicologia, especializado em Psicopedagogia; licenciado em Letras Vernáculas pela UNEB. Atende no AEE – Atendimento Educacional Especializado, no acompanhamento de crianças com necessidades especiais)
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