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OS JOVENS, PROFESSORES E A ESCOLA NA ATUALIDADE – Pelo Prof. MAURÍCIO SANTANA

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Nos últimos anos tem ocorrido várias mudanças nas formas de aplicação e fornecimento do ensino no Brasil, tais mudanças que a nossa sociedade sofreu reflete-se também as transformações de características de quem frequenta a escola. Os nossos jovens, que são nossos alunos no Ensino Médio, são diferentes em inúmeros aspectos daqueles que frequentavam os bancos escolares nas gerações passadas. A maioria desses jovens são oriundos de outros costumes, de outra forma de criação e a educação que recebe em casa diverge muito do que seria considerado ideal para o desenvolvimento pleno de um cidadão correto e preocupado com a sociedade. Ao longo dos anos assistimos o desenvolvimento de diversas tecnologias, e a cada geração eles estão mais envolvidos em uma sociedade cada vez mais virtual, onde a velocidade predomina, onde a pressa é comum, onde as mudanças são processadas instantaneamente. Como ter paciência de ficar sentado, assistindo uma aula em que ainda predominam metodologias de séculos passados? Como prestar atenção em fala de professor se as informações estão disponíveis na internet? Diante desse quadro infelizmente ainda contamos com professores limitados pela falta de investimentos e recursos com o manuseio dos recursos tecnológicos, o que possibilita o surgimento de um questionamento: como tornar-se atrativo como educador, para uma geração que está acostumada com uma diversidade de aparelhos que consideram mais atrativos? Enquanto esses jovens estão familiarizados com a instantaneidade, e os professores, na sua maioria, são de outra época, de outros costumes e valores, vejo que carece a necessidade de se buscar atenuar a disparidade entre a forma que ensinamos e a forma que eles querem aprender. No entanto é crucial elencar que na medida do possível, os professores tentam amenizar esses problemas, inserindo metodologias diversificadas no processo de ensino-aprendizagem, para tornar o conteúdo mais atrativo, e também aproximar os conteúdos escolares com a realidade em que vivem. Porém, ainda muito precisa ser conquistado para que o nível entre realidade social e acesso à tecnologia sejam menos desiguais entre escola e aluno. Ainda assim, é no contexto dessas discussões que se percebe que além das questões supracitadas precisamos aproximar os jovens da escola e consequentemente continuar enfatizando o que deveria ser a prioridade para nossos jovens: os estudos.

(Maurício Santana, Licenciado em História, Professor da rede Estadual e Privada de Ensino, Pós Graduado em História do Brasil, Gestão Educacional e Mestre em Educação)
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