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ANALISANDO A PROVA DE HUMANAS DO ENEM-2019 – Pela Profa. GARDÊNIA ROSEIRA

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A prova de Ciências Humanas do Enem, aplicada domingo (3), não fugiu muito da tendência dos anos anteriores, cobrando, sobretudo, muita análise textual. A prova, de uma forma geral, foi “abrangente, equilibrada em termos de dificuldade e bastante diversificada”.
Em relação às temáticas cobradas na prova de História deste ano, destaca a redução de questões de história contemporânea. A prova de Geografia também não trouxe grandes surpresas, com a predominância de questões envolvendo geografia física.
Por outro lado, embora tenha seguido a tendência de outros anos, a prova surpreendeu quem esperava um Enem sem criticidade e temas relacionados a Direitos Humanos. Autores do campo progressista como Foucault e Hannah Arendt foram cobrados, além de questões que pautavam a violência contra a mulher e a questão dos refugiados.
A maior surpresa, em diversos sentidos, veio das questões de Filosofia e Sociologia. Além de ter sido uma prova extensa dessas disciplinas quando comparada às edições anteriores, exigiu do candidato uma leitura atenta e analítica. Autores clássicos como Maquiavel, Kant e Foucault apareceram na prova, e mesmo Hannah Arendt com a Origem do Totalitarismo foi cobrada.
O Inep produziu uma prova neutra, sem qualquer postura ideológica explícita.

(Gardenia Roseira – Mestre em Educação – Licenciada em Sociologia e História – Pós-graduada em Sociologia, História e Ensino Superior)
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