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NOVEMBRO AZUL: REFLEXÕES SOBRE O MACHISMO – Pelo Prof. Zenildo-ZOOM

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Diariamente assistimos casos de machismo impregnado nas falas, condutas e práticas. Esse comportamento não é restrito a homens machistas, mas, também, a mulheres, que reproduzem “inconscientemente” falas e ações que estão impregnadas na cultura. Tais pensamentos impedem homens de pensarem sobre seu corpo, sua saúde, sua sexualidade.
O sexo masculino não é considerado como sujeito do cuidado de si ou de terceiros: a expectativa de que a mãe cuide do menino é transferida à esposa do adulto e às filhas do idoso; por vezes, as prescrições são explicadas à acompanhante, e não ao paciente. Por que não repensar sobre tudo isso? O homem não tem capacidade de cuidar de si mesmo ou de outro?
Voltando a temática central, quando se trata de um exame, onde o ânus, órgão intocável é o alvo, ai que a situação fica mais delicada ainda. Fazer exame de próstata, ao invés de visto como cuidado é transformado em chacota no grupo de amigos. Afinal, eles foram criados como fortes, desde pequenos, ouvia dos pais: “Seja homem! Não chore!”. Não podiam mostrar fraqueza, afinal, “homem não chora”. Isso, de certa forma, deixou marcas e um desconforto para assumir fragilidades.
E hoje, sentimos a necessidade de recriar uma cultura em que homem chora sim, limpa a casa e vai ao médico; de que é preciso repensar as questões afetivas, pois ninguém nasceu para ser máquina, intocável. Que possamos criar nossos filhos como seres humanos, que possuem sentimentos e capacidade de dizerem o que sentem, afinal ninguém deixa de ser homem porque é sensível!

(Zenildo Santos Silva, Bacharel em Psicologia, especializado em Psicopedagogia; licenciado em Letras Vernáculas pela UNEB. Atende no AEE – Atendimento Educacional Especializado, no acompanhamento de crianças com necessidades especiais)
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