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CACAU FINO DO SUL DA BAHIA É EXPORTADO PARA A EUROPA

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Três produtores do Sul da Bahia estão exportando 12 toneladas de cacau fino para a Europa. O cacau foi produzido em Igrapiuna e Coaraci e no distrito de Castelo Novo, em Ilhéus. Para despertar o interesse dos europeus, foram adotadas novas técnicas de manejo na colheita, quando o cacau não é quebrado no local e a fermentação é feita no próprio fruto durante cerca de 5 dias, quando são levadas para compartimentos, onde ficam fermentando por mais uma semana.
As amêndoas também passam por diferentes etapas de secagem, o que garante a qualidade final do produto, onde a coloração e aroma forte se destacam.
“Estamos produzindo cacau com alto valor agregado, com preços até quatro vezes acima do cacau tradicional, para produção de chocolates finos, ou gourmets, com padrão de qualidade, que prefiro chamar de chocolate de origem do Sul da Bahia, que envolve não apenas um produto, mas uma história”, afirma Henrique Almeida, ue produz o Chocolate Sagarana, reconhecido no Brasil e no Exterior.
Desde a chegada da vassoura-de-bruxa ao Sul da Bahia, que exigiu um novo modelo de cultivo, os produtores trabalham para aumentar a produtividade. A produção da próxima safra, de acordo com a Ceplac, é que a produção atinja 140 mil toneladas no país.
O produtor Luiz Henrique Aires, da Fazenda Camboá, em Ilhéus, que faz parte do grupo que exportou o cacau para a Bélgica, destaca que “não basta apenas produzir cacau de qualidade, é preciso focar na comercialização, atender a uma legislação rigorosa e abrir novos mercados”. “É uma satisfação demonstrar que é possível produzir e exportar amêndoas de qualidade, num esforço que envolve produtores e trabalhadores, já que fazer cacau fino representa um trabalho conjunto na identificação dos melhores frutos, amêndoas e o processo de fermentação”, ressalta o produtor José Luiz Fagundes, da Fazenda Pequi, em Igrapiuna.
As duas toneladas de cacau exportadas pela Fazenda Sagarana para a Bélgica tem a certificação de origem do IG Cacau Sul da Bahia, que rastreia a origem do cacau em todas as suas etapas de produção. De acordo com o diretor executivo da Indicação Geográfica-IG Sul da Bahia, Cristiano Sant’Ana, “esse é o caminho de trazer de volta o protagonismo à região e fortalecer o nosso principal produto, indo da amêndoa à produção de chocolate, garantindo ao consumidor final rastreabilidade e a qualidade da matéria prima.”
Graças a investimentos na produção de amêndoas de qualidade, embalagens atrativas, comercialização e teor de cacau entre 35% e 80% (em alguns casos, até 100%), o Sul da Bahia conta atualmente com cerca de 50 marcas de chocolates finos, que já estão presentes vários estados brasileiros e na Europa, além de serem exibidos e comercializados em eventos como o Salão do Chocolate de Paris, Chocolat Bahia e Chocolat São Paulo, que este ano chega à sua segunda edição no principal mercado consumidor do país. (Fonte: Cacau e Chocolate)

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