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UM ANO DO INCÊNDIO DO NINHO DO URUBU, A MAIOR TRAGÉDIA DOS 125 ANOS DE HISTÓRIA DO CLUBE

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A maior tragédia ocorrida nos 125 anos de história, que atravessam três séculos, do Clube de Regatas do Flamengo, o clube mais popular do país, chocou rubro-negros, brasileiros e gente de todo o mundo no dia 8 de fevereiro de 2019.
Ao final daquela madrugada, precisamente às 5h17, um incêndio no centro de treinamento (CT) do clube, o Ninho do Urubu, instalado no número 25.997 da Estrada dos Bandeirantes, em Vargem Grande, bairro da zona oeste carioca marcado por sítios e condomínios residenciais, deixou como rastro principal dez adolescentes da divisão de base mortos, reduzindo a cinzas os sonhos das famílias espalhadas pelo país, além de três feridos.
Para as famílias era o auge, o fundo do poço do sofrimento. Mas, nem de longe, o final das doses de dor – elas continuaram a surgir no desdobramento do episódio. A maioria gerada pela insensibilidade espantosa, em vários momentos grotesca, de parte dos cartolas, advogados e representantes do clube no relacionamento com mães, pais e parentes dos parentes dos jovens enquanto as soluções para todos são negociadas.
Essa reportagem do R7 Estúdio encontra o leitor horas antes do fechamento do primeiro aniversário da tragédia do Ninho, que será às 5h17 deste sábado (8). E reencontra parentes dos envolvidos tomados de fortes decepção, angústia, carência e mágoa pelo que consideram descaso, abandono e falta de habilidade, empenho, transparência e carinho do comando rubro-negro na condução nesses primeiros 12 meses sem a presença de seus príncipes.

Como nem as maiores fortunas do planeta somadas seriam capazes de compensar a perda violenta e precoce de um filho, o buraco no peito aumenta drasticamente quando se enfrenta, além da indiferença, coisas como o questionamento do valor e possibilidades profissionais futuras de filhos que tinham a vida pela frente a pretexto da busca fria de uma ‘precificação’ conveniente por advogados, cartolas e mesmo parte dos torcedores do clube.
O Flamengo declara ter se entendido fora dos tribunais com “três famílias e meia”. Isso porque três delas fecharam acordo e, com a quarta, de pais separados, apenas ele aceitou a sua parte. A mãe recusou a proposta e entrou com um processo judicial, a rigor a única ação particular movida até agora contra o clube por parentes das vítimas.
Estima-se que a indenização oferecida pela diretoria rubro-negra nesses acordos, fechados com cláusula de confidencialidade, seja de R$ 1,2 milhão por família dos dez mortos, ou R$ 600 mil a cada um dos pais quando separados, além de pensão mensal por uma quantidade de anos acertada entre as partes.
As chamas castigaram contêineres adaptados para servir de alojamento a parte da categoria de base do clube. Vinte e seis jovens dormiam neles no momento do incêndio, iniciado com um curto-circuito na fiação do sistema de ar-condicionado instalado para amenizar o calor impiedoso típico do verão carioca.
Christian Esmério, 15 anos, Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14, Pablo Henrique da Silva Matos, 14, Bernardo Pisetta, 15, Vitor Isaias, 15, Samuel Thomas Rosa, 15, Athila Souza Paixão, 14, Jorge Eduardo Santos, 15, Gedson Santos, 14, e Rykelmo de Souza Viana, 16, não sobreviveram. Os outros 16, entre eles os três feridos, escaparam com vida.
No último dia 16 de janeiro, cinco dos sobreviventes foram dispensados pelo clube: Felipe Cardoso, 16 anos, Wendel Alves, 15, João Victor Gasparin, 15, Naydjel Calleb, 15, e Caike Duarte Pereira da Silva, 14.
O coordenador das divisões de base rubro-negras, Eduardo Freeland, justificou assim o desligamento estúpido: “decisão puramente técnica”. Alegou que os cinco e outros 22 foram dispensados após a avaliação de desempenho feita ao final de todas as temporadas.
Como se meninos entre 14 e 16 anos tivessem a mais remota condição de se recuperar emocional e psicologicamente, em tão pouco tempo, a ponto de mostrar alto desempenho em meio às cobranças intensas comuns em um clube do porte do Flamengo.
E também como se a extensão do prazo de paciência e, sobretudo, o apoio estrutural e psicológico profissional a esses meninos não fossem, a partir do ocorrido, obrigações éticas e humanas a serem cumpridas exatamente pelos comandantes do clube da Gávea.
Os dispensados foram chamados pelo rival Vasco para fazer testes, mas recusaram o convite. Um deles, Felipe, assinou contrato para integrar as categorias de base do Red Bull Brasil, de São Paulo. Os três que sofreram ferimentos – Francisco Dyogo Bento Alves, 15 anos, Cauan Emanuel, 14, e Jhonata Ventura – permanecem no clube.

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(Fonte: R7)

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