WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

CORONAVÍRUS E SAÚDE MENTAL – Pelo Prof. Zenildo-ZOOM

.

Em todos os lugares e meios de comunicação só se fala de uma coisa: o coronavírus. As pessoas andam preocupadas com a quantidade exagerada de informações espalhadas pela internet, principalmente nas redes sociais, pois muitas das notícias falsas são repassadas e visualizadas como verdadeiras, o pânico atual contribui para que muitos pensem que tudo é fato.
O medo da contaminação, a solidão da quarentena, ou a pressão dos médicos para salvar vidas são alguns dos muitos problemas oriundos da comoção causada pela pandemia. Diante disso a Psicologia reflete: como contribuir para o acompanhamento de uma nação?
Nos países asiáticos algumas pessoas viram seus entes queridos morrerem, devido à falta de medicamentos no início, quando não havia leitos suficientes nos hospitais. No Brasil a situação é diferente? Aqui já é real pessoas isoladas em casa, porque as escolas e empresas começaram a fechar, grande quantidade de estoque de alimentos, o que pode causar uma falta futura, idosos e outros grupos de riscos estão abalados com atual contexto, tudo isso mexe com o emocional da população.
O novo coronavírus contaminou mais de 80.750 pessoas na China, das quais mais de 4.000 morreram. Lá o contexto foi outro, no Brasil, a avaliação dos especialistas é que o quadro tenha outro formato, mas o pânico de quem acompanhou tudo isso pelas mídias é grande. O confinamento, que muitos já estão vivendo, também gera um sentimento de incerteza, tédio e solidão. Quanto mais longa a quarentena, mais comprometimento ela tem na saúde mental.
Quando o assunto é isolamento, já se pensa no mal estar psicológico pode se instalar, fragilizando a capacidade de adaptação e reação ao estresse da situação, produzindo respostas fisiológicas e emocionais que podem impactar o sistema imunológico e a condição de equilíbrio mental para enfrentamento de situações adversas. É preciso entender que estar isolado não é uma punição e sim uma preservação e contribuição para o bem comum. Permanecer em casa por alguns dias é necessário, mas não é uma condição definitiva.
Outra questão são os médicos e profissionais da saúde que trabalham com os doentes nos hospitais que também fazem parte dos grupos mais vulneráveis. Neste caso fica o questionamento quem cuida do cuidador? É querido leitor, o texto trouxe mais dúvidas do que respostas. Mas de uma coisa temos certeza: a saúde mental dos brasileiros não anda bem com tudo isso.

(ZENILDO SANTOS SILVA, Bacharel em Psicologia, Psicopedagogo e Mestrando pela UFSB em Ensino e Relações Étnicos Raciais)
.

Comentários estão fechados.