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FANATISMO POLÍTICO NA PANDEMIA – Pelo Prof. ZENILDO SILVA – ZOOM

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Para os dicionários, fanatismo pode ser resumido em ”faccionismo partidário; adesão cega a um sistema ou doutrina; dedicação excessiva a alguém ou algo; paixão”. Como na pandemia as publicações de endeusamento a políticos tem sido algo muito comum, que tal pensar sobre essas questões? As postagens fanáticas tratam-se de discursos cheios de extremismo, de uma obsessão descontrolada; algo que acaba sendo prejudicial, tanto ao fanático como para quem convive com ele.
Por mais distinta que possa ser a personalidade de um fanático, seja esquerdista ou de extrema direita, há algo que os une: em todos os casos, existe uma adesão incondicional à “causa” pela qual endeusam. Essa adesão não tem matizes, nem limites; a pessoa perde a perspectiva e está disposta a fazer o que for preciso para defender seus pensamentos.
Os estudos sobre comportamento humano mostram que somos capazes das melhores e das piores ações contra outras pessoas quando defendemos nossos ideais. Mas quais são os mecanismos psicológicos que nos levam a tais atitudes? Visualizamos o mundo por meio de modelos mentais, mas não percebemos isso, temos a clara sensação de que percebemos a realidade objetivamente, sem qualquer filtro. E acreditamos que quem não concorda conosco está louco ou é alienado. Esse fenômeno, amplamente comprovado, é conhecido como realismo ingênuo e está na raiz da discordância cotidiana, grande ou pequena.
O fanatismo é tão grande que mesmo se o líder político estiver envolvido em escândalos ou produz babaquices em série, tem sempre um núcleo fiel a apoiá-lo. Para muitos especialistas, o fanatismo é uma resposta à insegurança e o medo ao julgamento dos demais, funcionando como um escudo de proteção. A pessoa se encerra em convicções absolutistas e inquestionáveis para não ter que lidar com a sua própria fragilidade. Para os que estão do outro lado assistindo a tudo isso, o indicado é não discutir, deixar a pessoa nos seus delírios, afinal a provocação aflora defesas incabíveis.

(ZENILDO SANTOS SILVA, Bacharel em Psicologia, Psicopedagogo e Mestrando pela UFSB em Ensino e Relações Étnicos Raciais)
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