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ABUSO DISFARÇADO DE AFETO: VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL – Pelo Prof. ZENILDO SILVA-ZOOM

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Na quarentena muitas crianças estão em casa com familiares, algumas delas vivem ao lado do “inimigo”, que se aproveitam da inocência infantil para abusá-las sexualmente. A violência contra menores tem sido apresentada recentemente como um grande problema de saúde. Na situação, a criança é envolvida em uma relação muito próxima, sendo que, a partir das primeiras experiências de sedução, se somam ameaças constantes, na tentativa de manter o segredo que envolve o contato.
Esse sentimento disponibilizado à criança ultrapassa a linguagem do afeto, constituindo-se em uma forma de amor diferente do que o menor deseja ou precisa. A vivência em torno dessa dinâmica leva a criança ou adolescente vítima de abuso a uma situação de desproteção.
Comumente os abusos são atos físicos que incluem toques nos órgãos genitais, masturbação, tentativas de relações sexuais, sexo oral e/ou penetração. Ainda que não envolva qualquer contato físico, o abuso sexual nos menores é uma grave violação de direitos humanos, que deve ser denunciada às autoridades.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam o abuso sexual não acontece, necessariamente, com contato físico. Existem diferentes tipos de abusos que não envolvem o toque, por isso, é importante que todas as pessoas no entorno da criança estejam atentas para os sinais apresentados por quem sofre uma ou mais violações.
O assédio sexual, que pode ser expresso em forma verbal, não verbal ou física, é todo o comportamento indesejado de caráter sexual. Baseia-se, na maioria das vezes, na posição de poder do adulto sobre a vítima, que é chantageada e ameaçada pelo agressor. O abuso sexual verbal pode ser definido por conversas abertas sobre atividades sexuais destinadas a despertar o interesse da criança ou do adolescente, em tempos de whatssap e facebook é preciso fiscalizar com quem nossos filhos conversam; existem muitos agressores do outro lado da linha tentando seduzir as crianças. Então nem só em maio, mais o ano todo, precisamos intensificar o cuidado e fiscalização com as crianças, mesmo porque os abusadores moram ao lado, estão na mesma casa e muitas vezes dormem no mesmo quarto.

(ZENILDO SANTOS SILVA, Bacharel em Psicologia, Psicopedagogo e Mestrando pela UFSB em Ensino e Relações Étnicos Raciais)
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