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PICPAY LANÇA PAGAMENTO COM RECONHECIMENTO FACIAL NO BRASIL. VEJA COMO FUNCIONA

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O PicPay anunciou na última sexta-feira, o lançamento do pagamento por meio reconhecimento facial. Essa é a primeira fintech a oferecer o recurso no Brasil. A solução vem sendo desenvolvida desde o começo do ano e a ideia é atingir a base de 20 milhões de usuários da plataforma de carteira digital. O investimento para a criação desta solução não foi divulgado.
O pagamento por meio do reconhecimento facial chegará ao público após o fim da quarentena, inicialmente em São Paulo. Para testar a tecnologia, o primeiro local de uso será no novo endereço do Banco Original, controlador do PicPay. Agora com sede no Brooklin, zona sul da capital paulista, a instituição implementou a solução em um café que leva o seu nome. Lá, todos os funcionários do banco poderão pagar pelo produto usando esse recurso biométrico da carteira digital – 95% dos colaboradores do banco têm uma conta no serviço .
COMO O SISTEMA FUNCIONA
No café, após o caixa registrar o pedido, o usuário PicPay deve se posicionar em frente a um tablet para o reconhecimento facial. Com a confirmação imediata da identidade da pessoa, o atendente libera a cobrança direto para o aplicativo do cliente, que recebe uma notificação e precisa verificar o valor para confirmar a compra. Toda a operação dura, no máximo, 30 segundos.
Confira no vídeo abaixo como será o funcionamento na prática:

EXPANSÃO ENTRE OS USUÁRIOS
Em conversa com o Canaltech, Gueitiro Matsuo, CEO do PicPay explicou que a sede do Banco Original servirá de laboratório para o teste da nova tecnologia, até para avaliação do que precisa ser melhorado, antes de expandir o seu uso. No entanto, ele avalia que a aceitação da solução deve ser rápida “Hoje o mercado de reconhecimento facial já tem uma certa maturidade e é bem resolvido. Mas precisaremos ainda educar tanto os estabelecimentos, quanto os usuários”, afirmou.
O executivo prevê ainda que a expansão da tecnologia para a sua base total de 20 milhões de usuários também deve se dar de forma prática: “No ato da abertura de uma conta no PicPay, a pessoa já envia uma foto dela. Então isso já permite registrar seus dados e facilita o processo. Então, podemos estimar que teremos uma base 100% convertida para usar esse tipo de pagamento em até dois anos”.
E como funcionará o cadastramento dos clientes da PicPay? Quem explica é Leandro Bartolassi, Superintendente de Prevenção à Fraudes do Banco Original, que também esteve por trás do desenvolvimento da Tecnologia e falou com o Canaltech: “No momento em que o cliente faz uma selfie, o software capta mais de 250 pontos no seu resto, gerando o que chamamos de hashcodes e que são registradas. Uma vez que o cliente efetua um pagamento usando o reconhecimento facial, ele faz uma selfie, gerando uma segunda leva de hashcodes. Elas são cruzadas com as que estão em nosso banco de dados e, casos esses códigos deem match, ou seja, apresentem similaridade, o sistema gera a autorização de pagamento. Tudo isso acontecendo em milissegundos, tornando o processo muito, muito rápido”, afirmou. “Inclusive, nossa tecnologia já consegue detectar até mesmo o rosto das pessoas, mesmo que elas estejam usando máscara. O que nessa época de pandemia deve aumentar bastante.
E COMO FUNCIONARÁ A EXPANSÃO DO PAGAMENTO VIA RECONHECIMENTO FACIAL PARA O COMÉRCIO?
Essa é uma questão que ainda está sendo estudada. Pelo lado do PicPay, Genso afirma que uma das possibilidades é oferecer a API aberta da solução para os parceiros em potenciais. Dessa forma, os proprietários dos estabelecimentos poderão customizar o pagamento por reconhecimento facial da forma que for mais conveniente para ele dentro de seus sistemas.
Já para Bartolassi, uma solução interessante para expandir o reconhecimento facial como forma de pagamento seria o uso dos POSs (ou Ponto de Venda, em português), as já tradicionais maquininhas que aceitam cartões como forma de pagamento. “Do ponto de vista de quem trabalha com segurança, acredito que as POSs ofereçam melhores possibilidades”, afirmou o especialista. “Mas vamos conversar e ouvir os nossos parceiros, para entender qual a melhor forma para eles, para implementarmos a nossa solução”.

Ainda dentro da questão de segurança, tanto Genso, quanto Bartolassi afirmam que a solução já segue todas as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD. Além disso, o recurso só pode ser usado apenas com o consentimento do consumidor.
EXPANSÃO DOS PAGAMENTOS À DISTÂNCIA E DIMINUIÇÃO DE CUSTOS
Tanto o PicPay, quanto o Banco Original afirmaram que vêm trabalhando cada vez mais em formas de pagamento contactless, ou seja, sem contato direto com itens como cartão e dinheiro. “O movimento é condizente com o momento atual de pandemia, em que o contato físico – necessário em outras formas de pagamento, como em espécie ou com máquinas de cartões – é desaconselhado por especialistas” disse Gueitiro.
Uma das maiores apostas da empresa para essa tendência são os QR Codes. O PicPay afirma que já realizou mais de cinco milhões de transações por meio desse código. A empresa afirma ainda que a digitalização dos processos de pagamento se dá de forma acelerada. Segundo a fintech, antes da pandemia, a média de contas abertas na plataforma era de 500 mil mensais. Em abril, esse número pulou para 3 milhões de novas em um único mês. “Isso prova como os aplicativos financeiros têm sido úteis na crise”, declarou o executivo. “E o reconhecimento facial representa a nova fronteira dessa transformação digital em pagamentos, que continuará acentuada no mundo pós-coronavírus”.

Já para o Banco Original, um maior desenvolvimento dessas tecnologias representa também uma diminuição nos custos para as instituições financeiras.Tanto o banco, a partir de uma divisão de Bank as a Service (BaaS), quanto o PicPay, com um time liderado pelo britânico Isaac Ben-Akiva, têm ampliado o uso de Inteligência Artificial em seus negócios. E isso tende a impactar na redução de gastos. “Abrir uma conta no Original é um processo 100% digital e que já conta com a biometria facial como um autenticador. Inclusive, essa tecnologia já é usada até mesmo para efetuar transações, como TEDs, DOCs e pagamentos de contas”, reforçou Bartolassi. “Esse tipo de automação, em termos de custos, permite uma redução de até 70% no número de funcionários que ficariam apenas dedicados apenas a funções mecanizadas, como abrir contas. Hoje, 80% das nossas contas são abertas sem interferências humanas e podemos dedicar nossos funcionários para tarefas mais estratégicas, inclusive no atendimento aos nosso clientes”, completa. (Fonte: Canaltech)
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