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A ECONOMIA BAIANA PRECISA DA FIOL E DO PORTO SUL – Por Eduardo Salles

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Antigos sonhos do setor produtivo baiano e que começaram a sair do papel há uma década, a FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) e o Porto Sul ganharam ainda mais importância para a recuperação da economia baiana após a crise imposta pela pandemia do novo coronavírus. A retomada e a conclusão das obras precisam ser um esforço dos setores público e privado e estar acima da coloração partidária.

A FIOL e o Porto Sul vão melhorar a logística e o transporte da produção agropecuária e de minérios e ampliar o leque de oportunidades para a abertura de agroindústrias no sudoeste e sul da Bahia. Esses impactos positivos vão, sem dúvida nenhuma, ser responsáveis pela criação de milhares de postos de trabalho no Estado.
A queda da economia mundial impõe aos países investimento em obras públicas, o que permite a recuperação imediata de empregos e oferece a longo prazo ao setor produtivo a diminuição nos custos de produção em função da melhoria na infraestrutura.
Para a agropecuária nacional continuar como principal fonte de divisas ao Brasil, fundamental à recuperação econômica nacional, e em um mercado internacional cada vez mais competitivo e com políticas protecionistas, é condição sine qua non que obras estruturantes sejam concluídas.
Tenho acompanhado de perto e participado ativamente desta luta. Componho, na Assembleia Legislativa da Bahia, desde o primeiro mandato, da Comissão Especial da FIOL e do Porto Sul e estive em audiências em Salvador e Brasília para trabalhar pela retirada de obstáculos que atrasavam a realização das duas obras.
Faço questão de reconhecer no vice-governador e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, João Leão, um dos grandes batalhadores para a FIOL e do Porto Sul saírem do papel.
João Leão, quando ainda deputado federal, adaptou o projeto do engenheiro Vasco Neto e apresentou ao então governador Paulo Souto. Depois, como secretário estadual de Planejamento do governo Jaques Wagner, teve seu esforço reconhecido quando a então ministra da Casa Civil no governo do ex-presidente Lula, a ex-presidente Dilma Rousseff, reconheceu, em cerimônia na sede da ACB (Associação Comercial da Bahia), que ele foi fundamental para retirar o projeto do papel.
Agora como vice-governador, tem trabalhado junto ao governador Rui Costa, ao chefe da Casa Civil, Bruno Dauster, e ao secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, para consegui destravar a burocracia que impede o início dos trabalhos do Porto Sul e a retomada das obras da FIOL.
Atualmente as obras estão divididas em dois trechos: FIOL 1, de lhéus a Caetité, está com o seu projeto de concessão encaminhado ao TCU (Tribunal de Contas da União). A publicação do edital de leilão está prevista para o final de 2020; a FIOL 2 tem 485,4 km de extensão, entre Caetité e Barreiras. É executada pela VALEC, estatal ferroviária. A obra recebeu investimento de R$ 2,7 bilhões e tem cerca de 39% dos serviços executados.
Conversei agora em maio com o ministro do TCU, Aroldo Cedraz, sobre o andamento da liberação por parte do órgão do projeto de concessão do trecho Ilhéus a Caetité e fui informado que neste momento a área técnica está concluindo as oitivas e recebendo informes para análise e montagem da instrução.
Também neste mês de maio, em visita à Bahia, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, confirmou que até o final do ano acontece a licitação do trecho entre Ilhéus e Caetité e o Exército vai atuar no Lote 6 da FIOL (Bom Jesus da Lapa a São Desidério) e anunciou a prorrogação do contrato para início da construção do Porto Sul.
O trecho 2 da FIOL, entre Caetité e Barreiras, tem 485,4 quilômetros de extensão, investimento de R$ 2,7 bilhões e está com 39% dos trabalhos concluídos pela VALEC. A ferrovia futuramente pode se conectar à malha da Ferrovia Norte-Sul, trazendo ainda mais benefício à Bahia.
Como presidente da Frente Parlamentar do Setor Produtivo: Agropecuária, Indústria, Comércio e Serviços, sigo trabalhando pela efetivação da obra, fundamental para a recuperação de empregos e alavancar o crescimento econômico em Ilhéus, Itabuna e região.
O setor produtivo baiano já provou que se tiver a infraestrutura oferece em troca milhares de empregos e, consequentemente, desenvolvimento e bem-estar à população. Por ter anos nesta luta, tenho certeza que chegou o momento de acelerarmos as obras da FIOL e do Porto Sul para permitir que a Bahia cresça cada vez mais.

EDUARDO SALLES é engenheiro agrônomo e mestre em engenharia agrícola pela Universidade Federal de Viçosa, ex-secretário de agricultura da Bahia e ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri). Foi presidente da Associação de Produtores de Café da Bahia e também da Câmara de Comércio Brasil/Portugal e é, há 14 anos, diretor da Associação Comercial da Bahia. Ele escreve neste Política Livre quinzenalmente, às quartas-feiras.
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