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AGRONEGÓCIO TEM POTENCIAL DE TRIPLICAR O PIB DO OESTE BAIANO

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O agronegócio baiano ocupa atualmente uma área de 2,5 milhões de hectares (hc). E nos próximos anos tem a chance de incorporar até 3,5 milhões de hc, com o respeito a todas as regras ambientais e o Código Florestal, garante o empresário Júlio Busato, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Com as melhorias nas condições de infraestrutura, o Produto Interno Bruto (PIB) da região pode ser até triplicado nos próximos anos.
Além do benefício direto aos produtores baianos, a Fiol e o Porto Sul deverão ser um fator de atração de cargas do Matopiba, fronteira agrícola formada pelos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí, além da própria Bahia.
As projeções do Ministério da Infraestrutura é que a conexão da Fiol com a Ferrovia Norte-Sul, prevista para acontecer na terceira fase da obra, na altura do município de Figueirópolis, em Tocantins, poderá tornar o Porto Sul uma alternativa logística para o escoamento inclusive de estados da região Centro-Oeste do país.

Soja embarcada em Salvador possui um custo menor, mas acima dos concorrentes internacionais

A chave para modificar a situação está nos custos logísticos. Hoje, o produtor baiano lida com um custo médio de US$ 100 para embarcar uma tonelada de algodão para a Ásia, principal mercado mundial. O produto vai de caminhão até o Porto de Santos, em São Paulo. Nos Estados Unidos, principal exportador do produto, o custo médio é de US$ 25. A soja embarcada em Salvador possui um custo menor, porém ainda acima de seus concorrentes internacionais.
“Nós produzimos boa parte da safra para comercializar no mercado externo. Isso demanda uma boa infraestrutura logística”, explica Busato. Segundo ele, o Terminal de Cotegipe, por onde a soja baiana é escoada, está próximo de atingir o seu limite operacional. E isso sem contar que o custo do frete rodoviário é mais alto que o praticado no modal ferroviário.
“Com a ferrovia e o Porto Sul, nós não apenas teremos a garantia das condições para escoar um volume maior de produtos, como poderemos operar com custos de frete mais competitivos”, Júlio Busato, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa)
Hoje o Brasil é o segundo maior exportador de algodão do mundo e Busato acredita que o país pode disputar com os Estados Unidos a primeira posição com as melhorias nas condições logísticas.
Ele lembra ainda que na Austrália, também grande produtor agrícola, o custo logístico médio é de US$ 18. “Nas condições atuais é difícil competir. Estamos no mercado muito em função de nossa capacidade de superar essas dificuldades, mas se tivéssemos condições apenas um pouco melhores, isso traria resultados muito importantes, não apenas para gente, mas para toda a Bahia”, projeta.
Busato diz que os movimentos recentes de busca por viabilizar a Fiol são um grande alento para o setor agrícola. “Talvez nós não consigamos operar com as mesmas condições que os nossos concorrentes internacionais, mas se pudermos ao menos diminuir a defasagem, será algo muito positivo”, pondera.
ALTA PRODUTIVIDADE
Mesmo com as dificuldades no cenário econômico, a região Oeste manteve a trajetória de crescimento. Um exemplo disso é a mais recente colheita de soja, que ultrapassou a marca de 6 milhões de toneladas. Os produtores da região conquistaram a melhor produtividade do país.
“O Oeste da Bahia é um grande celeiro produtivo, responsável por abastecer o mercado interno e externo com sua produção de grãos e fibra”, Celestino Zanella, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
“Isso só comprova o potencial agrícola das terras baiana, que têm possibilidade de aumentar ainda mais a sua produção e produtividade, através da irrigação, como já aponta um estudo sério, conduzido por universidades públicas do Brasil e dos Estados Unidos, que indica que temos disponibilidade hídrica para aumentar a agricultura irrigada e garantir mais de uma safra por ano”, pondera o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Celestino Zanella.
O único problema, avalia, é o “gargalo” da infraestrutura de transporte. “Hoje, as rodovias são nosso único modal para escoamento da safra. Ainda assim, muitas delas não estão em condições satisfatória, o que onera muito o setor produtivo. A conclusão das obras da Fiol, sem dúvida, vai contribuir com o segmento, neste sentido, pois não adianta investirmos em tecnologia da porteira para dentro das fazendas, se da porteira para fora nós temos dificuldades e por isso perdemos boa parte da produção”, avalia. O produtor lembra que a Agricultura é um dos pilares econômicos do Brasil, mantendo o nível de atividade mesmo nos momentos mais difíceis na história econômica recente do país.
“Qual outro setor consegue aumentar o número de postos de trabalho e, ainda, garantir a segurança alimentar de uma população cada vez mais numerosa? É preciso olhar para o agronegócio como um vetor de desenvolvimento”, pede. “Para isso, é preciso dar-lhe condições de continuar crescendo, atendendo às suas demandas básicas”, explica Zanella. “Com o modal ferroviário vamos ganhar tempo, e, como sabemos, tempo é dinheiro”, lembra o presidente da Aiba. (Fonte Correio)

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