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PANDEMIA E CACAUICULTURA – Por MARCOS NETO

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Muitos fatores levavam a crer que este ano de 2020, seria um bom ano pra a agricultura da nossa região, ainda perigosamente dependente do cacau. Os preços estavam em patamares razoáveis, expectativa de boa safra devido a boas chuvas e ao ânimo de muitos em investir nas roças.
Entretanto veio a já tão famosa pandemia e, como foi com diversos setores, trouxe com ela um oceano de incertezas para os produtores e toda uma cadeia produtiva atrelada a eles como trabalhadores e parceiros, lojas de insumos, compradores de cacau e comércio das cidades da região como um todo. Depois da Páscoa, cujo baixo desempenho não refletiu de imediato devido às vendas para a data terem sido feitas bem antes, houve uma forte e esperada retração no consumo e consequentemente nos preços com o agravamento do deságio imposto pelas grandes compradoras. Os cacauicultores viram seu produto perder algo em torno de 35% do valor da noite para o dia.
Passado alguns meses o cenário é de esperança de uma retomada, mas ainda de grandes incertezas, muitas dúvidas ainda no ar, o mundo não está nada dócil para se fazer previsões para nenhum setor no momento. Ainda bem que os produtores de cacau, especialmente os do Sul da Bahia, acostumados que estão com tantas tragédias e calejados por anos de descaso e abandono por parte das autoridades, não é de desistir, resiste e insiste, acredita sempre, e assim segue, tentando manter a cabeça erguida.

(MARCOS NETO, Engenheiro Agronômo)
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