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MUITOS AMIGOS VIRTUAIS: QUANTOS REAIS? – Pelo Prof. ZENILDO SANTOS SILVA – ZOOM

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A canção da América, de Milton Nascimento nos diz que “amigo é coisa para se guardar, dentro do coração”, nos versos da música o poeta apresenta a amizade como uma expressão maior do amor, a ponto de guardá-la no órgão que simbolicamente denota esse sentimento. Nesta semana, que se comemorou o dia da amizade, que tal refletir sobre o papel dos amigos em nossas vidas? Eles propiciam os bons hábitos, afugentam a depressão, ajudam a superar doenças e produzem satisfação, prazer e felicidade.
Em contrapartida, se uma amizade não faz mais com que nos sintamos bem, se essa mesma amizade com o tempo e com a convivência se torna tóxica, se um amigo pede muito mais de nós do que ele concede, se a harmonia não existe mais na relação, é hora de repensar se vale ou não a pena manter esta pessoa ao nosso lado.
Em tempos de tecnologia, ter amigos virtuais é importante, porque as relações na quarentena extrapola o contato físico. A questão que se coloca agora é: o acúmulo de vínculos é prejudicial às relações de amizade mais estreitas? Embora a maioria das amizades nasça fora da Web, esta pode ajudar a manter as relações que se perdiam antes, por dificuldade geográfica e falta de tempo. Independente ou não da distância, para uma amizade funcionar bem e ser bastante proveitosa para ambos os lados, é necessário sentir-se confortável para ser quem se é de fato, sentir que a outra parte não critica, não julga e não nos condena por nossos atos, mesmo que discorde com eles.
É importante também sempre ser honesto, dar opiniões e conselhos quando discorda de alguma atitude, mas sem julgar ou prejudicar a relação porque o outro não agiu como você esperava. Tudo isso só serve para refletir uma coisa: o que mais almejamos não é ter um milhão de amigos, que sejam poucos, mas verdadeiros: “Eu só não quero cantar sozinho/ Eu quero um coro de passarinhos/ Quero levar o meu canto amigo/ A qualquer amigo que precisar”. (Roberto Carlos).

(ZENILDO SANTOS SILVA, Bacharel em Psicologia, Psicopedagogo e Mestrando pela UFSB em Ensino e Relações Étnicos Raciais)
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