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É PRECISO ESPERANÇAR – Pelo Prof. MAURÍCIO SANTANA

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Quando chegou dezembro de 2019 muitos planos foram já estavam engatilhados para o ano vindouro, é interessante como já no início de dezembro, motivadas pelo sentido do Natal, as pessoas se tornam mais solidárias e preocupadas com questões sociais. É neste contexto e imbuídos pelo clima ou espírito natalino, que muitos vão se tornando mais sorridente com mais compaixão e solidariedade.
Em seguida se inicia uma onda de esperança, em uma renovação de algo nas nossas vidas, seja em âmbito pessoal ou profissional. A atmosfera individual muda, afetando o coletivo. É fato que essa energia vai sendo impactada com grandes desafios, problemas que vão nos atropelando durante o novo ano. Muitas vezes, o que era esperança modifica-se em dúvida, inércia, acomodação e repulsa, variando de acordo com nossa trajetória. Assim na maioria das vezes vamos perdendo a energia em determinados momento do ano vindouro, mas é preciso ter a vigilância diante dos acontecimentos que vão se sucedendo para que esse sentimento bom que nos invade não se desfaça com tanta rapidez, sendo dissipado já nos primeiros dias (ou meses) do ano que nasce.
No atual contexto de pandemia já estamos sem forças para seguir em frente e muitas vezes nos pegamos com tanto pessimismo que vai tomando conta de nossa mente e vida. No entanto, há uma esperança no fim do túnel. E tem uma máxima de Paulo Freire que diz: “ preciso ter esperança. Mas tem de ser esperança do verbo esperançar”. Por que isso? Por que tem gente que tem esperança do verbo esperar. Esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. “Ah, eu espero que melhore, que funcione, que resolva”. Já esperançar é ir atrás, é se juntar, é não desistir. É ser capaz de recusar aquilo que apodrece a nossa capacidade de integridade e a nossa fé ativa nas obras. Esperança é a capacidade de olhar e reagir àquilo que parece não ter saída. Por isso, é muito diferente de esperar; temos mesmo é de esperançar!
Capitaneado por Freire é que afirmo que a gente mudar a nossa mentalidade e as atitudes, com um propósito definido, mas em um exercício diário. Mesmo diante da pandemia que assola nosso país se faz necessário sair da espera e se conduzir ao protagonismo sua própria vida, colocando em prática o “verbo esperançar”.

(Maurício Santana, Licenciado em História, Professor da rede Estadual e Privada de Ensino, Pós Graduado em História do Brasil, Gestão Educacional e Mestre em Educação)
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