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ITAMARI: A POLÍTICA DO MILHÃO – Pelo Prof. NELSON RIBEIRO (Itamari)

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Historicamente a política em Itamari desde sua emancipação política em 18 de Julho de 1962 foi prejudicada pelo poder econômico das elites dominantes. Com o fim da coalizão política para a emancipação do município há 58 anos atrás, os grupos se dividiram e começaram então as disputas pelos poderes Legislativo e Executivo municipal.
Os conchavos políticos, os resquícios do coronelismo, as relações familiares, as brigas e intrigas do cotidiano da antiga Tabocas encontrou um campo fértil na política para se manter e engrandecer.
Os grupos políticos se dividiram em dois, e à partir daí começaram a gastar para não perderem a “briga política”. Além das disputas por terra, disputavam agora o poder. Os filhos, netos e bisnetos descendentes de João Freire de Carvalho, se dividiram e acirraram ainda mais a disputa. Juntou-se a disputa outros grupos de antigos posseiros, tropeiros e trabalhadores das fazendas.
Os grupos oligárquicos ligados à UDN e PSD, todos munidos das riquezas do CACAU que na época era mais valorizado e abundante passaram a injetar dinheiro para não perderem o poder mantendo sua influência, o que significava benefícios e status para os seus.
Além de outros favores, doavam terra para uso político e como bons comerciantes que eram, faziam empréstimos aos candidatos nas disputas eleitorais e esses empréstimos eram pagos quando o grupo vencia a disputa eleitoral, em caso de derrota, as dívidas eram cobradas de diversas formas ou eram perdoadas. Quando eram por exemplo, dois grandes fazendeiros na disputa eleitoral, disputavam até quem era que iria gastar mais no pleito eleitoral.
Assim, muitos se aproveitando da carência dos trabalhadores, que por aqui chegavam e fixavam residência, começaram outro tipo de política que é chamado de CÂNCER POLÍTICO, a compra e à venda de votos.
Um prática histórica na política em Itamari que possui raízes profundas e difíceis de serem eliminadas. Sabe-se que em algumas disputas eleitorais na cidade no passado chegou-se a gastar mais de 2 milhões de reais. Esta prática inviabiliza as administrações, prejudica a população pois engessa a prefeitura. O povo acaba pagando também os altos custos das campanhas.
Como combater essa prática maléfica? O que fazer para começar a mudar a realidade? Existem disputas eleitorais que nem o vitorioso sai ganhando. Ele sai endividado, beirando a falência e muitas vezes usa os recursos públicos para se reerguer financeiramente, correndo riscos de serem processados, com o nome sujo e até serem presos por tais práticas.
Para combater essas ações que tem promovido o atraso de Itamari, proponho que os grupos políticos façam um grande acordo de alternância política, para que os dois grupos saiam ganhando e possam combater a prática da compra de votos. Como temos apenas dois grupos politicos na cidade, que a disputa seja apenas para quem faça uma administração melhor. Que de quatro em quatro anos se revesem os grupos políticos no poder e assim, combatam os gastos desnecessários, a compra de votos e outros casos de corrupção na administração pública.

(Nelson Ribeiro Filho, Mestrando em Educação, especialista, Professor das redes Estadual e Municipal de ensino e é o administrador do grupo TRIBUNA LIVRE DE ITAMARI. Também idealizador da Itamari Kakau’s)
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