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ABUTRES – Pelo Engº. MARCOS NETO

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Em meio à catástrofe causada pela pandemia que açoita o mundo há meses, massacrando seres humanos e destroçando economias ao redor do mundo, teremos, como acontece a cada dois anos, nosso compromisso com a democracia, o encontro marcado, adiado por uns dias, com as urnas, onde escolheremos novos prefeitos e vereadores.
Como é permitido pela legislação, uma parte significativa dos prefeitos concorrerão à reeleição, submetendo-se ao salutar julgamento dos eleitores que avaliarão os quatro anos de mandato e optarão se renovam este mandado por mais quatro anos ou não. Em Gandu, e em outras cidades do país, a prefeitura, antes da pandemia, vinha fazendo um governo bem avaliado, com obras em todo o município o que levava todos a acreditar em uma vitória muito tranquila nas eleições de outubro. Bem, veio a epidemia, o isolamento, lockdown, fechamento, abertura do comércio e um número crescente de contaminados.
O Prefeito fez opção pela ciência e pela vida e para isso se viu obrigado a tomar uma série de medidas impopulares, principalmente as que atingiram o setor do comércio, essas medidas, naturalmente não teriam como ser perfeitas, pois se trata de uma situação inédita no mundo e, tais medidas foram sendo postas em ação sem uma garantia de que seriam eficazes, quase que às cegas, na tentativa e erro, mas sempre se querendo acertar. Foram em sua maioria medidas responsáveis como testagem em massa, toque de recolher e o período de lockdown que trouxe resultado positivo.
Entretanto, como em muitos lugares, essa medidas duras, mesmo que extremamente necessárias, trouxeram como uma das consequências, uma súbita euforia em parte da até então desanimada oposição. Ofuscada pela boa avaliação do governo, essa parte da oposição, enxergou na confusão causada pela pandemia, uma oportunidade de voltar ao cenário político. criticando as medidas sem mostrar como fariam caso fossem eles os governantes responsáveis por tomá-las, criticavam quando o comércio abria, criticavam quando o comércio fechava, criticam a compra de medicamentos, acham ruim o município receber recursos para o combate ao coronavírus. Agem como verdadeiros abutres, tentando lucrar dividendos políticos em cima da dor e do sofrimento dos doentes, dos mortos e dos familiares.
Para provarem que se trata de exagero ou de uma injustiça da minha parte, os líderes da oposição deveriam vir a público hipotecar apoio às medidas tomadas pelo governo e se comprometerem, caso tenha êxito no pleito eleitoral, a tomarem medidas semelhantes caso elas ainda sejam necessárias, é o mínimo que se espera que façam.

(MARCOS NETO é Engenheiro Agrônomo)
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