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O PANTANAL EM CHAMAS – Pelo Prof. MAURÍCIO SANTANA

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É muito triste o que acontece com o Pantanal brasileiro. Os olhos do mundo estão voltados para as queimadas que não param de arder o Pantanal. Segundo o secretário do meio ambiente do Mato Grosso do Sul os incêndios atingiram cerca de 3 milhões de hectares do bioma até a semana passada, apenas no Mato Grosso do Sul. A situação no Pantanal se agravou ainda mais na última semana.

Dados do Programa Queimadas, do INPE, mostram que os focos cresceram 206% no primeiro semestre de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao considerar Mato Grosso e Mato Grosso do Sul é o maior registro desde 1998, quando começou a série histórica. O pantanal sofre com as queimadas e um número incontável de animais já morreram. O fogo já destruiu uma área 17 vezes maior do que as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo juntas. Os incêndios são atípicos para o período no bioma, porém decorrentes da combinação da seca com práticas relacionadas à agropecuária. Os focos alcançaram o Parque Nacional do Pantanal e uma área que liga a Serra do Amolar ao Parque Encontro das Águas, no Mato Grosso, considerado o maior refúgio de onças pintadas do mundo.
Diante de tudo, isso são necessárias campanhas de divulgação e conscientização. Precisamos também de aparelhamento para enfrentar os incêndios. No Pantanal, um entrave são as distâncias e os acessos. Em muitos locais onde há fogo, só se chega de barco. São fundamentais condições para que o combate seja efetivo, com ajuda das Forças Armadas à experiência do Corpo de Bombeiros. Senão, dificilmente será possível reduzir as queimadas. E enquanto essas medidas não chegam nosso Pantanal continua em chamas.

(Maurício Santana, Licenciado em História, Professor da rede Estadual e Privada de Ensino, Pós Graduado em História do Brasil, Gestão Educacional e Mestre em Educação)
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