WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

(OPINIÃO): A LEI DO BOM SENSO – Pelo Prof. NELSON RIBEIRO (Itamari)

.

As leis são feitas para organizar e proteger a família, mas como todas as coisas, elas não são perfeitas. Quando são elaboradas, os legisladores criam textos que deixam margens a diversas interpretações, daí facilitam os abusos de autoridade, daqueles que se escondem atrás de fardas ou cargos de poder para cometer abusos.
Quando uma lei é elaborada para deixar margem a interpretações, ela dificulta o seu cumprimento e acaba superlotando ainda mais o judiciário com processos desnecessários, como é o caso da LEI DO SILÊNCIO. Os assuntos quando são resolvidos no diálogo, na LEI DO BOM SENSO evita desgastes emocionais e diversos outros conflitos e até salva vidas.
Quando um agente público usa o seu poder dado pelo povo para coagir e perseguir seus adversários, quando um policial se acha no direito de fazer o que bem entender no seu plantão de trabalho, invadindo casas sem necessidade, agredindo pessoas, humilhando e dando prejuízos materiais que poderiam ser evitados, prejudica a imagem de toda corporação e põe em descrédito ainda mais os agentes da segurança pública.
O seu direito termina quando começa o do outro. Essa é uma máxima que deveria ser a lei maior, e que evitaria muitos conflitos. Um lar violado sem a devida permissão do dono ou um mandado de segurança, viola um direito basilar da constituição , que mesmo sujeito a interpretações deveria ser respeitado. Invadir uma casa apenas por suspeitas subjetivas, denúncias anônimas ou para pegar uma caixa de som, por está em volume alto – que depende da interpretação do agente de segurança, não é seguir a lei do bom senso. Em cidades pequenas como a nossa, onde todos os moradores são conhecidos, muitos BO são resolvidos apenas com uma boa conversa e respeito.
A grande maioria das pessoas não quer infringir a lei propositalmente, mas querem apenas exercer seu DIREITO DE SER FELIZ. Em cidades pequenas, como é o caso de Itamari, que sofre a ausência de alternativas de lazer, um som automotivo, um som dentro de sua casa acompanhado de uma bebida serve de antídoto antidepressivo.
Sou a favor de uma maior tolerância desse tipo de lazer nos finais de semana, dentro da ordem e do bom senso. Não defendemos uma liberação sem critérios e sem regras, mas algo planejado e com horário marcado para início e fim dos eventos, com as forças policiais monitorando o movimento. Quando existir excessos por parte das pessoas, que sejam resolvidos no diálogo, e que sejam aplicados os rigores da lei apenas em momentos de grande necessidade.
Uma cidade alegre nos finais de semana, com ruas e praças movimentadas melhora a economia local, gerando emprego e renda. Se a cidade é de todos, e não apenas das pessoas intolerantes a certo tipo de atividade, devemos também considerar o gosto dessas pessoas. Viver dentro de casa todo final de semana, sem nem mesmo poder relaxar dentro do seu lar é comparável a uma prisão domiciliar. Não queremos ter que sair todo final de semana de Itamari para passeios em Apuarema, Gandu ou outro lugar por falta de opção de lazer. Se a cidade já é morta em relação ao lazer no meio da semana, isso acontecendo também nos finais de semana, não faz sentido viver mais aqui, e é o que tem acontecido e provado os dados do IBGE – somos menos de 8 mil habitantes.
Em vez de gastar os recursos públicos, tempo e esforço, focando apenas no combate ao som automotivo e domiciliar, as força policiais deveriam dedicar a mesma ou maior atenção a outros crimes, como o tráfico, furtos e roubos em nossa cidade. Queremos uma polícia e agentes públicos que trabalhem com os cidadãos, principalmente com a conscientização das pessoas. Que sejam amigos e parceiros dos homens e mulheres de bem.

(NELSON RIBEIRO FILHO, Mestrando em Educação, especialista, Professor das redes Estadual e Municipal de ensino e é o administrador do grupo TRIBUNA LIVRE DE ITAMARI. Também idealizador da Itamari Kakau’s)
.

Comentários estão fechados.