WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

O CASAMENTO DE 33 ANOS DO EX-TRAFICANTE DE COCAÍNA COM A EX-SÍMBOLO SEXUAL – PARTE III – ÚLTIMA PARTE

.

BRASÍLIA AMARELA

Luiz Carlos e Débora na manchete dos jornais, quando ele foi preso

No Dia das Mães de 1992, mesmo foragido, Luiz Carlos conseguiu trocar um lote da droga por um carro para levá-los até a casa das respectivas famílias dos dois. Débora lembra, rindo: “Era uma Brasília amarela que só por Deus! Fedia a óleo e chamava muita atenção.” A senhora crente que os fez orar naquele dia, chamou-os para um culto uma semana depois. “A gente naquela quitinete, e o Luiz dizendo: ‘Você está louca de sair de casa para ir à igreja?!’, mas eu coloquei meu shortinho, o top e a bota, e o convenci a ir comigo.” Logo à entrada do templo, havia uma placa que informava que ali não era permitido “minissaia” nem “shortinho”. “Eu disse: ‘Quero ver quem vai me impedir de entrar”.
JESUS X PAGODINHO
Foi então que ela e Luiz sentiram pela primeira vez a presença de Deus; os dois choraram muito e decidiram deixar que Ele agisse em sua vida. Naquele dia, segundo contam, eles abandonaram o tráfico, a concupiscência da carne e a ambição financeira. De uma vez? “Você tem de colocar a confiança em Deus de uma vez. Não dá para ficar em cima do muro. Por que a Monique não se firmou (na religião)? Por que a Gretchen não se firmou, nem a Simony? O pessoal quer Jesus, e continuar no pagodinho. Não dá!” E assim foi que, como diz a própria Débora, ela se desligou “totalmente” do seu eu, tornou-se dependente de Deus e submissa e Ele.
COM QUE DINHEIRO?
Sem o provento da cocaína e da carreira de modelo, eles viveriam de quê? Ao que parece, de milagres. “Esse é o grande barato que Jesus faz. Os irmãos nos abençoaram com cestas básicas, com ofertas maravilhosas. Quando a gente se casou, na igreja (até então, para Deus, nós vivíamos em fornicação), eu não tinha nada. Sempre sonhei com aquele momento, e agora, como seria? Você acredita que Deus me deu o vestido, a festa, providenciou tudo? A filha do pastor se casou algumas horas antes, deixou toda a decoração pra gente; o Luiz chegou em uma irmã boleira, e falou: ‘Tô vivendo uma vida nova, a senhora podia fazer um bolo?’ Ela respondeu: ‘Eu vou fazer o bolo de vocês”. Minha primeira saia evangélica quem me deu foi a [cantora] Rose Nascimento, irmã do Marcos Nascimento, que foi do Paralamas do Sucesso.”
SALVO PELO TRAVECO

No casamento, em 1992, Deus providenciou tudo

Usando os pecados do passado como capital, eles passaram a viver da pregação. “A igreja tinha um testemunho bomba! Um traficante internacional e uma capa de “Playboy”! Caramba! Isso é poder de Deus!”, diz Débora. Luiz Carlos, que é falante, carismático, divertido, conta as dificuldades que enfrentou em conversões que terminariam com final feliz: “Uma vez, fui pregar em uma igreja chiquérrima de São Paulo, metodista, só para milionários. Era aquela coisa gelada, eu tentando arrancar uma lágrima, nada. No final, eu disse: ‘Gostaria de chamar aqui na frente você, que está precisando que Deus trabalhe em sua vida’…Cara, não foi ninguém. Eu pensei: ‘Que roubada!’
“De repente, entra um traveco na igreja, tipo todo desconjuntado, chorando, eu resolvo ir na direção dele, agarro o traveco, começo a chorar, a igreja toda começa a chorar, aquelas mulheres milionárias borradas da maquiagem, o pastor pega o microfone da minha mão e diz: ‘Gente, a quanto tempo a gente não chora assim?'” Pastora de gay, não chora assim?’
PASTORA DE GAY, NÃO
Muito séria, Débora diz que não está preparada para pregar para homossexuais. “Amo os gays, amo, amo. Mas não seria pastora deles. Eu amo o pecador, não pecado.” Heterossexuais, suas três filhas são evangélicas. Além de Louise Katherine, hoje com 32 anos, o casal teve mais duas meninas; Rebeca, 25 e Jennifer, 23. Deus os abençoou com escolas particulares para todas. Louise, que tinha 4 anos quando o pai saiu da prisão, é empresária, casada e tem um filho de 8 anos. Ela lembra: “O momento mais difícil foi quando eles estavam fugindo da polícia. Eu tinha entre 3 e 5 anos. Lembro de minha mãe triste, chorando e brigas intensas entre eles. A partir dos 5, tenho lembranças mais concretas, a rotina de irmos à igreja e a proximidade dos familiares.”
CASA COM PISCINA
Hoje, nenhuma das três mora mais com os pais. Na casa com piscina e gramado à frente, dois carros na garagem, pergunto qual a metragem quadrada de área construída. Luiz Carlos responde à outra pergunta, que eu não fiz: “Não cobro nada para pregar. Essa casa foi comprada com financiamento da caixa econômica.”
Louvado seja Deus. (Fonte: UOL)

.

Comentários estão fechados.