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MENTIRA NA INFÂNCIA – Pelo Prof. ZENILDO SANTOS SILVA-ZOOM

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Faça a experiência de recordar momentos da infância em que você mentiu para alcançar algo ou evitar um castigo. Pensou? Pois é, omitir a realidade ou criar situações fantasiosas é muito comum para as crianças, no entanto, o uso da mentira é algo que assusta os pais, até porque nem sempre é possível avaliar o que é dito.
A mentira implica alguma intencionalidade e está normalmente associada, sobretudo a dois aspetos: evitar castigos, desiludir o outro, ou conseguir algo que deseja muito. A imaginação da criança é muito aflorada, por isso a fantasia é um recurso frequente nos discursos. Imaginar que está conversando com seres encantados ou dá vozes aos bonecos não é sinônimo de problemas mentais. Digamos que seria mentiras necessárias para a construção da identidade.
A mentira frequente pode estar associada a sofrimento emocional e constitui um padrão de comportamento inadequado. É importante lembrar, que por volta dos 6 anos, as crianças já têm capacidade para distinguir claramente o verdadeiro do falso. O recurso à punição e ao castigo deve ser evitado, visto que reforça a tendência para utilizar a mentira como estratégia de evitamento; antes se deve reforçar a relação de confiança, assegurando à criança que, por muito mau que tenha sido o comportamento, o importante é que ela seja capaz de partilhar com os adultos para que estes possam ajudá-la.
No lar, a criança deverá encontrar exemplos de honestidade que reflita atitudes de sinceridade. É ideal que os pais estabeleçam limites e expliquem as consequências do ato de mentir, oportunizando a reflexão e comportamento ético. Tudo é aprendizado, quando nos dão oportunidade de repensar sobre as ações, com certeza teremos novas atitudes.

(ZENILDO SANTOS SILVA, Bacharel em Psicologia, Psicopedagogo e Mestrando pela UFSB em Ensino e Relações Étnicos Raciais)
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