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UMA SOCIEDADE DOENTE – Pelo Prof. MAURÍCIO SANTANA

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Viver na sociedade contemporânea está ficando cada vez mais difícil, pois as regras e adestramento tem feito com que houvesse uma padronização completa das pessoas, de tal maneira que ultimamente, falam das mesmas coisas, se vestem mais ou menos do mesmo jeito, possuem as mesmas ambições, compartilham dos mesmos sonhos, etc.
Infelizmente vivemos engaiolados, tendo sempre que seguir uma padronização social como se fôssemos todos iguais. Assim, a vida acaba se transformando em uma grande linha de produção, em que todos têm que fazer as mesmas coisas, ao mesmo tempo e no mesmo ritmo, de modo a tornar todos iguais, sem qualquer peculiaridade que possa definir um indivíduo de outro e, por conseguinte, torná-lo especial em relação aos demais.

Qual seria o sentido de adequar-se a uma sociedade que mata sonhos, porque eles simplesmente não estão padronizados? Uma sociedade que prefere teatralizar a felicidade a possibilitar que cada um busque as suas próprias felicidades. Uma sociedade que possui a obrigação de sorrir o tempo todo, porque não se pode jamais trazer a tona a fraqueza. Uma sociedade que retira a inteligência dos questionamentos, para que nos contentemos com respostas prontas/ou rasas. Então, por que se adequar?
Como já dizia Alejandro Jodorowsky “PÁSSAROS CRIADOS EM GAIOLA, ACREDITAM QUE VOAR É UMA DOENÇA”. É preciso sair das gaiolas, e, sobretudo, é preciso ser inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente tem se tornado uma virtude necessária.

(MAURÍCIO SANTANA, Licenciado em História, Professor da rede Estadual e Privada de Ensino, Pós Graduado em História do Brasil, Gestão Educacional e Mestre em Educação)
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