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LICOR BAIANO É O 1º DO SEGMENTO A CONQUISTAR O SELO DA AGRICULTURA FAMILIAR NO ESTADO

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O Licor Brazeiro, da cidade de Santo Antônio de Jesus (BA), conquistou o Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf) por sua contribuição à economia brasileira. O produto é o único da Bahia a ter essa conquista.
“Para nós é muito importante esta conquista, porque deixa claro para o consumidor que nosso compromisso vai além de simplesmente fabricar licor”, afirma o produtor e gestor da empresa, Diego Lemos.
Desde agosto de 2019, o Senaf, que tem o objetivo de identificar e promover os produtos da agricultura familiar, se tornou um importante diferencial às empresas.
De acordo com a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a quantidade de mercadorias com a certificação passou de 700, em 2019, para mais de 7 mil, em 2020.
O selo é fornecido e gerenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para produtos que são produzidos ou que utilizam insumos produzidos pela agricultura familiar. O processo de obtenção do selo é feito por meio de auditagem de notas fiscais e exige um volume mínimo de compras anuais para obter e manter a certificação.
A criação deste selo e o fornecimento dele se deu pela importância da agricultura familiar para a economia brasileira. O levantamento feito pelo portal Governo Federal do Brasil, em 2018, revela um faturamento anual de US$ 55,2 bilhões do setor. Destaca ainda que caso o País tivesse apenas a produção familiar, mesmo assim se manteria entre os 10 maiores produtores mundiais de alimentos.

Na análise de Diego, do Licor Brazeiro, apesar de ser um setor que tem se destacado e parecer ter uma realidade favorável aos produtores, a realidade é outra e existem muitas dificuldades vivenciadas por quem sustenta-se da produção familiar, principalmente no quesito distribuição dos produtos.
“Muitas vezes quando pensamos em licor, restringimos apenas às festas juninas e aos encontros com a família e amigos, esquecendo do que está por trás de todo processo até chegar às prateleiras. O exemplo dessa dificuldade é que muitos desses produtores residem em locais de difícil acesso e não possuem veículos para levar seus produtos para vender na cidade”, diz.
Diego ainda lembra que essa dificuldade limita o transporte de produtos e, consequentemente, diminui a renda. “Algumas vezes preciso realizar uma volta de 10 km em estrada de chão, porque uma ponte de madeira está quebrada, ou por causa de um lago que transbordou e encobriu a estrada. Se é difícil para mim, imagine para os pequenos agricultores que moram na zona rural”, indaga.
O gestor destaca que esta realidade contrasta com a idealização que muitos fazem sobre a vida no campo, associando a uma vida perfeita e em harmonia com a natureza. “A lida da agricultura familiar não é fácil, no entanto, fico muito feliz em saber que posso contribuir para melhorar essa realidade. É por isso que para mim, a parte mais emocionante da produção de licor é lidar com os agricultores”, celebra.
O produtor complementa que o diferencial do licor foi investir em ações que possibilitem retorno a sociedade. “Por isso, em parceria com o CNPq, fizemos um estudo detalhado sobre a produção das frutas utilizadas no licor e levamos este conhecimento ao produtor rural, porque entendemos que um bom licor começa com uma boa fruta. É este trabalho que o selo da agricultura familiar reconhece”.
A empresa faz parte do Programa de exportação da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX). Com o selo, poderá ter maior facilidade na entrada do produto no mercado externo. (Fonte: Bahia.ba)

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