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A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – Pelo Prof. MAURÍCIO SANTANA

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“Mulherzinha ridícula”, “Ignorante”, “Vagabunda, “Incompetente”. Estes podem ser apenas alguns exemplos de violência contra a mulher mais observados atualmente. Cerca de 17 milhões de mulheres (24,4%) sofreram violência física, psicológica ou sexual no último ano. A porcentagem representa estabilidade em relação à última pesquisa, de 2019, quando 27,4% afirmaram ter sofrido alguma agressão. O constrangimento, a humilhação, o rebaixamento (por meio de xingamentos) e as ameaças são padrões desta forma de violência.
Em uma sociedade marcadamente machista e patriarcal – na qual o homem é o centro da ‘autoridade’ e ‘poder’ – a cada 2 segundos, por exemplo, uma mulher sofre violência ou ofensa verbal no Brasil. Sendo essa a forma mais clara da agressão em nosso país, é crucial que as mulheres levantem suas vozes e confrontarem as ‘regras’ impostas sob as quais são julgadas continuamente.
Os estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) evidenciam que a ofensa verbal (classificada como psicológica e moral) pode ser vista como uma das piores formas de violência, uma vez que ela pode ser a porta de entrada para todas as outras. Ouvir de outra pessoa ofensas relativas à sua condição feminina, à sua integridade moral, intelectual e sexual, e engolir calada essas injúrias, reforça cada vez mais a posição de ‘superioridade’ do agressor e dá ainda mais coragem para executar outras formas de agressão.

É crucial lembrarmos que é mais do que urgente discutirmos a igualdade de gênero, o respeito aos direitos humanos e principalmente, neste caso, o direito da mulher. O respeito à vida, a garantia da não submissão a torturas e maus-tratos e o respeito às diferenças (incluindo-se raça, cor, credo, identidade de gênero e orientação sexual) são alguns desses direitos.
A educação, o feminismo e o empoderamento são algumas das maneiras de combate às agressões às quais essas mulheres sofrem e poderão sofrer. Somente através das discussões acerca dos direitos e associando as vozes em um discurso comum de combate ao machismo e ao patriarcado imposto, poderemos oferecer uma sociedade menos injusta e menos marcada pela desigualdade de gênero.
Vale destacar que qualquer forma de violência contra a mulher é passível de punição legal no Brasil e, somente tendo a coragem de denunciar o agressor – independentemente de quem seja -, alcançaremos uma sociedade melhor e mais igualitária.

(MAURÍCIO SANTANA, Licenciado em História, Professor da rede Estadual e Privada de Ensino, Pós Graduado em História do Brasil, Gestão Educacional e Mestre em Educação)
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