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FANATISMO POLÍTICO – Pelo Prof. ZENILDO SANTOS SILVA – ZOOM

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Para os dicionários, fanatismo pode ser resumido como ”faccionismo partidário; adesão cega a um sistema ou doutrina; dedicação excessiva a alguém ou algo; paixão”. Nesse período de tramitações para as convenções partidárias, as publicações de endeusamento a políticos tem sido algo muito comum, as postagens fanáticas tratam-se de discursos extremistas, de uma obsessão descontrolada.
Por mais distinta que possa ser a personalidade de um fanático, seja esquerdista ou de extrema direita, há algo que os une: existe uma adesão incondicional à “causa” pela qual endeusam. Essa adesão não tem matizes, nem limites; a pessoa perde a perspectiva e está disposta a fazer o que for preciso para defender seus pensamentos.

O fanatismo é tão grande que mesmo se o político estiver envolvido em escândalos ou verbaliza babaquices em série, tem sempre um núcleo fiel a apoiá-lo. Para muitos especialistas, o fanatismo é uma resposta à insegurança e o medo ao julgamento dos demais, funcionando como um escudo de proteção. A pessoa se encerra em convicções absolutistas e inquestionáveis para não ter que lidar com a sua própria fragilidade. Para os que estão do outro lado assistindo a tudo isso, o indicado é não discutir, deixar a pessoa nos seus delírios, afinal a provocação aflora defesas incabíveis.

(ZENILDO SANTOS SILVA, Bacharel em Psicologia, Psicopedagogo e Mestrando pela UFSB em Ensino e Relações Étnicos Raciais)
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