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E AI, DEVEMOS MANTER AS PALMADAS? – Pelo Prof. ZENILDO SANTOS SILVA – ZOOM

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Nossa geração recebeu muitas palmadas, cintadas, vassouradas, chineladas entre outros métodos corretivos comum na época. Hoje somos adultos autônomos, sem traumas, porque a punição acontecia no ato do erro e para corrigi-los. O tempo passou e novas leis, estudos e pesquisas passaram a avaliar tudo isso como uma atrocidade, pois “além de deixar marcas profundas compromete o emocional da criança”. E ai, devemos manter as palmadas?
Entende-se que educar crianças e fazê-las entender sobre limites e respeito é um trabalho complexo. O que se tem descoberto é que os castigos físicos possuem efeitos em longo prazo, até mesmo porque a criança geralmente não recebe apenas uma ou duas palmadas, mas acaba sendo punida de outras maneiras, tanto física quanto psicologicamente, por isso fica complicado analisar separadamente os efeitos das palmadas.
Palmadas por si só não fazem sentido, qualquer punição precisa ocorrer com reflexão e entendimento, a criança necessita compreender porque está de castigo ou foi punida, e entender que tal comportamento não deverá ser repetido. É importante destacar que a maior alternativa para a punição corporal é um conjunto de atitudes preventivas dos pais, como: clima familiar amistoso, diálogo constante; envolvimento e participação na rotina da criança; estabelecimento de regras claras e consistentes; tolerância emocional; demonstrações de afetos; reconhecimento dos comportamentos adequados realizados e práticas punitivas em geral, se forem inevitáveis, devem ser utilizadas como último recurso, pelas mesmas razões mencionadas acima.

Excessos de punições corporais também apresentam o risco de a criança desenvolver em longo prazo comportamentos antissociais, como mentir, enganar, provocar e também reproduzir a agressão com outras pessoas. Outra situação muito comum é descontar nos filhos a raiva, alguns genitores encontram uma maneira de extravasar suas emoções nas crianças. Dessa forma, a punição corporal abandona o aspecto “educativo/corretivo” e se aproxima da agressão por envolver o autocontrole dos pais. O ideal antes de qualquer decisão é refletir, conversar com o/a companheiro/a ou outro/a adulto/a.
Em linhas gerais, há uma progressão entre palmada, surra e espancamento, e o problema é que muitos pais só percebem quando de fato constatam os danos causados. Por isso, educar exige disciplina que pode acontecer através de conversas. Se nenhum método de comunicação e reflexão funcionar, os pais são livres para compreender a melhor forma de educar.

ZENILDO SANTOS SILVA, Bacharel em Psicologia, Psicopedagogo e Mestrando pela UFSB em Ensino e Relações Étnicos Raciais.
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