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O NÚMERO QUE PODE CAIR COMO UMA BOMBA PARA BOLSONARO EM 2022 / QUEM ‘REALMENTE NÃO PRESTA’ NO CENTRÃO? BOLSONARO NÃO QUIS DIZER

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A notícia de que a inflação no país fechou o ano de 2021 em 10,06% é o sinal mais claro do fracasso do governo na área econômica. O número é o maior dos últimos seis anos e representa quase o dobro do teto de meta, que era de 5,25%.
Em um ano eleitoral, esses números vão impactar diretamente os planos do presidente Jair Bolsonaro de se reeleger. Num cenário que já é desfavorável, ele deve perder ainda mais votos porque não conseguiu tornar a vida do brasileiro menos difícil financeiramente.
Em 2021, testemunhamos um governo que não conseguiu administrar a economia e nem se antecipar aos problemas. Enquanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, viveu numa realidade paralela onde a economia vai muito bem e os inimigos do governo é que são muito pessimistas, o Banco Central lutou sozinho para tentar conter a inflação usando um remédio amargo. Nem mesmo o aumento da taxa de juros foi suficiente para conter os números.
Agora, o BC vai ter que explicar por que sua política monetária não funcionou. Se for bem honesto, o presidente do banco pode dizer que trabalhou sozinho e, por isso, não teve sucesso nas suas estratégias.
Além da questão econômica, os 10,06% têm um peso político. Inflação alta sempre traz queda de popularidade, afinal o brasileiro vivencia todos os dias a perda do seu poder de compra e descobre que seu dinheiro não está valendo (quase) nada.
Um dos responsáveis pela inflação alta foi o combustível, que acumulou alta de mais de 40% no ano passado e afeta tanto a classe média como os mais pobres, já que também altera o preço das passagens de ônibus, por exemplo.
O prejuízo político não para por aí. A inflação alta também afasta aliados, já que ninguém quer defender um governo quando ouve da população que o custo de vida está muito alto.
Uma ida ao supermercado é suficiente para saber que os preços subiram. O brasileiro sabe disso e vai cobrar de seus representantes uma mudança de postura.
No centro de tudo isso, cabe destacar também a disparada do dólar. A instabilidade e as crises institucionais criadas pelo presidente Bolsonaro (um dos tiros que ele deu no próprio pé) impactam diretamente a cotação do dólar que, por sua vez, mexe com os preços de diversos itens, incluindo os combustíveis.
É fato que o governo não pode alterar diretamente o preço da gasolina, por exemplo, mas garantir o mínimo de estabilidade seria suficiente para tentar segurar o dólar e, com isso, reduzir os estragos nos combustíveis.
A inflação não é apenas um tema econômico. A estabilidade política do país é importante para manter o equilíbrio em todos os setores. Por isso, é fácil descobrir o motivo do descontrole que estamos vivendo.
Com um discurso antivacina, negando a ciência e atacando as instituições, Bolsonaro é responsável não só pelos 10,06% de inflação, mas pelo fracasso da economia como um todo.

QUEM ‘REALMENTE NÃO PRESTA’ NO CENTRÃO? BOLSONARO NÃO QUIS DIZER

Bolsonaro já atacou diferentes nomes do centrão, mas desta vez não quis dar nomes aos bois. Gustavo Maia
Jair Bolsonaro tem acesso a muitas informações na Presidência da República. Além do amplo serviço de inteligência do governo, conta com aliados em todos os cantos sempre dispostos a informá-lo sobre o que se passa no escurinho do governo.
Durante a CPI da Pandemia, ele recebeu o deputado Luís Miranda e o irmão dele Luis Ricardo Miranda no Palácio da Alvorada. Ouviu da dupla que um bilionário esquema de corrupção estava em curso na compra de vacinas. “Coisa desse Ricardo Barros”, como o próprio presidente teria dito na conversa, segundo os irmãos.
Na ocasião, Bolsonaro teria detonado não apenas Barros, que é cacique do centrão e líder do seu governo na Câmara, mas teria disparado contra outros dois nomes famosos do conglomerado fisiológico de partidos.
Até hoje Bolsonaro não deu nomes aos bois. Fez exatamente o contrário. Abraçou todos os figurões do centrão quando se filiou ao PL de Valdemar Costa Neto.
Nesta segunda, ao falar das suas relações com o centrão, o presidente disse que alguns integrantes do bloco partidário “realmente não prestam”. O presidente poderia, se quisesse, ter dado nomes aos bois. Preferiu manter a espada sobre a cabeça de todos os integrantes do centrão ao não fazê-lo. (Fonte: Veja)

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