WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

‘BOLSONARO INSIGNIFICANTE’ É UM DOS ASSUNTOS DO MOMENTO NO BRASIL E MINISTÉRIO DA SAÚDE DIZ QUE HIDROXICLOROQUINA É ‘SEGURA’, MAS VACINAS NÃO

.

As redes sociais não perdoaram a afirmação feita por Jair Bolsonaro (PL) de que o número de crianças mortas em função da Covid-19 no Brasil é insignificante. Ainda hoje, o assunto “Bolsonaro insignificante” está entre os principais assuntos mais comentados do país.
“Se você analisar, 2020, 2021, mesmo na crise do coronavírus, ninguém ouviu dizer que estava precisando de UTI infantil. Não teve. Não tivemos. Eu desconheço criança baixar no hospital. Algumas morreram? Sim, morreram. Lamento profundamente, tá? Mas é um número insignificante e tem que se levar em conta se ela tinha outras comorbidades também”, disse Bolsonaro.
Porém, de acordo com a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), grupo técnico do Ministério da Saúde, até dezembro de 2021 nada menos que 1.449 crianças já tinham morrido em virtude do coronavírus.
Jair Bolsonaro também voltou a desencorajar a vacinação de crianças, citando supostos efeitos colaterais. “Tem que ser falado o quê por ocasião da vacinação? Quem for aplicar a vacina? Olha, tá aqui teu filho, de 5 anos de idade. Ele pode ter palpitação, dores no peito e falta de ar. Vai ser dito para ele”, falou o presidente, mencionando o ofício do Supremo Tribunal Federal (STF) ao Ministério Público pedindo a fiscalização de pais antivacina. (Fonte: Correio Braziliense)

MINISTÉRIO DA SAÚDE DIZ QUE HIDROXICLOROQUINA É ‘SEGURA’, MAS VACINAS NÃO

Nota técnica da Saúde federal tem defesa à cloroquina e críticas à vacina (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

O Ministério da Saúde publicou uma nota técnica que classifica a hidroxicloroquina como segura e efetiva no tratamento de pacientes com COVID-19. As vacinas contra a infecção, por sua vez, são apontadas como mecanismos que não possuem as mesmas características de eficácia e confiança.
As diretrizes contrariam pareceres emitidos por entidades como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e, até mesmo, nota emitida na quinta-feira (20/1) pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec, que sugeriu a não utilização do chamado “kit COVID”.
O documento que “destrincha” as vacinas e a cloroquina foi publicado ontem (21/1) no Diário Oficial da União (DOU) e leva a assinatura de Hélio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde.
Em uma tabela presente na resolução, a cloroquina é apresentada como insumo de custo “baixo”. Os imunizantes são descritos como elementos de “alto” valor financeiro e com estudos “predominantemente financiados pela indústria”.

Tabela da Saúde enaltece cloroquina e coloca óbices ao tratar de vacinas (foto: Reprodução/Ministério da Saúde)

Para justificar o ‘não’ às sugestões da Conitec e endossar a possibilidade de uso da hidroxicloroquina, Angotti utiliza argumentos como a utilização de medicamentos “off-label” (fora da bula) e a ‘incerteza e incipiência do cenário científico diante de uma doença em grande parte desconhecida”.
Ele fala, também, no respeito à autonomia do médico na escolha dos tratamentos e na “necessidade de não se perder a oportunidade de salvar vidas”.
Ao tratar das vacinas, a tabela que descreve os tratamentos propostos para conter a COVID-19 aponta que “estudos experimentais e observacionais” não demonstraram segurança quanto à aplicação das injeções.
Angotti, o signatário do texto, consta na extensa lista de pessoas que tiveram o indiciamento pedido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, tocada pelo Senado Federal no ano passado.
REAÇÕES
Para serem aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), porém, as fabricantes dos compostos precisaram apresentar evidências e documentos detalhando os estudos clínicos feitos em três fases para atestar a viabilidade da vacinação.
“Não é esperado e admissível que a ciência, tecnologia e inovação no Brasil estejam na contramão do mundo”, criticou Meiruze de Freitas, diretora da Anvisa, à “Folha de S. Paulo”.
Pelo Twitter, o médico sanitarista e advogado Daniel Dourado, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), explicou que a recomendação publicada pelo Ministério da Saúde não tem valor legal.
“[A nota técnica] não vincula estados e municípios, não é protocolo e nem diretriz terapêutica. É mais uma manobra política”, protestou.
“O fundamento é errado, a argumentação da nota é terrível, totalmente descabido. O que quero dizer é que ela não muda a conduta no SUS. O ministério não vai conseguir aprovar documento com valor de lei (portaria) favorável ao famigerado kit-COVID e muito menos contra vacinas”, criticou o especialista. (Fonte: Estado de Minas)

.

Comentários estão fechados.