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REVOLTADOS, PROFESSORES DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS PARAM A PARTIR DE HOJE / MISÉRIA AUMENTOU 400% NOS ÚLTIMOS 8 ANOS NA BAHIA / BIOFÁBRICA DE CACAU NÃO PAGA SALÁRIOS HÁ 4 MESES

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Sem ter aumento salarial desde o início do primeiro mandato de Rui Costa (PT), os professores das universidades estaduais resolveram parar em protesto contra o aumento de 4% anunciado pelo governador no ano em que seu partido tenta permanecer no poder.

A partir de hoje, terça, 31, os professores paralisarão as atividades e realizarão atos no portão de cada universidade. A paralisação é parte da campanha salarial da categoria, que luta pela retomada da mesa de negociação permanente com o governador e um reajuste acima da inflação.
“Com o objetivo de chamar atenção do governo e dialogar com a sociedade, os quase 280 cursos de graduação, 180 cursos de pós-graduação e 50 mil estudantes que são abarcados pela Uneb, Uefs, Uesb e Uesc estarão com as atividades acadêmicas sem funcionamento por um dia”, diz nota da Adusc.

Ela afirma que, apesar da importância, os professores vivem uma realidade de desvalorização. A principal queixa é o salário. Após 7 anos de espera por um aumento, Rui Costa aplicou um reajuste abaixo da inflação de 2021 e desconsiderou que os salários estão congelados desde 2015, quando o governador assumiu o primeiro mandato.

“Quase metade do salário desses profissionais foi corroído pela inflação nos últimos anos, de modo que a luta da categoria hoje é por um reajuste salarial que, de fato, recomponha as perdas e a inflação”, continua a nota, que destaca ainda a reivindicação pela volta do diálogo.

“Há mais de 800 dias a mesa de negociação está paralisada. A mesa é resultado do acordo de greve fechado em 2019, que foi quebrado pelo governo, mesmo após várias tentativas e envio de ofícios. A categoria pediu nesta semana uma reunião com a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e as Secretarias do Governo. (Fonte: A Região)


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MISÉRIA AUMENTOU 400% NOS ÚLTIMOS 8 ANOS NA BAHIA

Um levantamento da Secretaria de Justiça da Bahia mostra que o estado tem mais da metade de sua popuçaão na pobreza ou na extrema pobreza, dependendo do Auxĩlio Brasil, do Governo Federal, para viver. Em um ano, entre janeiro de 2021 e de 2022, esse número cresceu em 600 mil pessoas.
Hoje, dependem da ajuda federal 8,6 milhões de baianos, sendo que a maior parte, de 5,7 milhóes, está na categoria de extrema pobreza ou miséria. Os números só aumentaram nos últimos 8 anos e chegam a extremos em algumas cidades do interior.
É o caso de Rodelas, Cairu e Coronel João Sá, onde mais de 90% da população está cadastrada no CadÚnico em situação de pobreza ou miséria. Outras duas cidades tem quase 90% da população nesta condição, Antônio Cardoso e Coração de Maria, com mais de 89% de dependentes do benefício.
O aumento da miséria na Bahia ficou mais forte a partir de 2014. No ano anterior, o percentual de pobres e miseráveis na Bahia era de 16,9% e já um dos maiores do país. Ela subiu nos últimos 8 anos até chegar no percentual deste ano, de 57%. A pobreza na Bahia aumentou quase 400% de 2013 para 2022 e é a maior do Brasil.
Sem uma política estadual para esta parcela da população, elas dependem totalmente do Auxílio Brasil. Pelas definições usadas para os benefícios federais, são consideradas pessoas pobres quem ganha até R$ 200 por mês. Já as extremamente pobres ou miseráveis são aquelas que sobrevivem com menos de R$ 10 por mês. (Fonte: A Região)

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BIOFÁBRICA DE CACAU NÃO PAGA SALÁRIOS HÁ 4 MESES

A Biofábrica de Cacau, que começou como um bom projeto de mudas resistentes a pragas, virou moeda política e “têta” pública para abrigar militantes do PT. Hoje, por exemplo, é comandada por Jackson Moreira, que era presidente do diretório local do PT em Itabuna.
Em 2013, no segundo governo de Jaques Wagner, uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado detectou que a entidade era “um cabide de empregos”. Apesar de prever no máximo 65% de gastos com salários, o índice já estava em 80% de toda a verba repassada pelo estado.
Porém, só a diretoria recebe em dia. Nos últimos anos se tornou rotina a denúncia dos servidores sobre atrasos constantes de salário e condições ruins de trabalho. Eles estão revoltados com o descaso do Governo do Estado e amargam quatro meses sem salários.
Na última vez em que o jornal A Região e o Jornal das Sete, da rádio Morena FM, denunciaram o caso, há quatro meses, havia dois meses sem pagamento. Os servidores também reclamam da ausência dos diretores e dizem que Jackson Moreira “não aparece por lá”.
“Não temos previsão de quando iremos receber os meses trabalhados. Estamos passando necessidades e não temos mais o que comer em casa. O Ministério Público do Trabalho, em Itabuna, tem conhecimento das irregularidades, bem como o governador Rui Costa (PT), mas nenhuma providência é feita”, dizem. (Fonte: A Região)


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