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FLAMENGO LIDERA RANKING DE TORCIDA DA PESQUISA O GLOBO/IPEC, ALÉM DE RECEITA, PÚBLICO E REDES SOCIAIS; VEJA COMPARATIVO

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Gabigol abraça torcedores em partida do Flamengo no Maracanã Gilvan de Souza/Flamengo – João Pedro Fonseca/O Globo — Rio de Janeiro

O clube de maior torcida do Brasil também lidera alguns dos indicadores que, com diferentes pesos e contextos, servem como termômetro de sua popularidade. O Flamengo é o primeiro do país em faturamento, média de público nos estádios e seguidores nas redes sociais. A única das categorias aferidas pelo GLOBO em que os rubro-negros não aparecem no topo é no ranking de sócios-torcedores, na qual figuram na quinta posição, atrás de Corinthians, Atlético-MG, Internacional e Palmeiras, nesta ordem.
Mas tanto o clube da Gávea quanto seus pares Brasil afora enfrentam um desafio: transformar os índices que as pesquisas quantitativas apontam em consumidores de produtos e experiências. No fim das contas, é essa habilidade que faz com que os outros indicadores aqui reunidos não virem números sem valor algum.
— O maior desafio são os dados. Não basta ter nome e telefone do torcedor. É preciso uma política constante de renovação e acréscimo de informações. E ter uma área estratégia no clube para transformá-las em negócio — aponta Bruno Maia, CEO da Feel The Match e executivo de inovação e novas tecnologias no esporte.

O especialista ressalta que, apesar de usarmos os dados das pesquisas de torcida para projetar uma paixão nacional, boa parte dos brasileiros sequer gosta de futebol. Entender qual fatia dentre os apoiadores consome conteúdos do clube (e a que nível) é o primeiro passo para aferir seu potencial real.
— Você pode ter um clube com uma fatia de torcida grande, mas que não é tão consumidora. E talvez uma torcida menor gere mais negócio — explica Maia.
Por ora, o ranking de faturamento dos clubes reflete o tamanho das torcidas, a eficiência de suas gestões e os bons resultados que têm alcançado em campo. Encabeçam a relação de 2021 o Flamengo (que rompeu a barreira do bilhão) e o Palmeiras (este, turbinado por premiações). O Corinthians, que pelo número de fãs poderia competir mais de perto, tem seu potencial arrochado pelo fator estádio e, no momento, encontra-se em uma prateleira abaixo, com o São Paulo.

Comparativo entre clubes — Foto: Editoria de arte

Botafogo, Cruzeiro e Vasco, que no ano passado disputaram a Série B e enfrentam graves problemas financeiros, não conseguiram chegar aos R$ 200 milhões, barreira superada pelo Bahia, por exemplo.
Nos dois critérios ligados diretamente à experiência no estádio — a média de público nas arquibancadas e o volume de adesões aos programas de sócio-torcedor —, há discrepâncias em relação aos tamanhos absolutos das torcidas expostos na pesquisa O GLOBO/Ipec. Isso porque ambos quesitos são vulneráveis a particularidades internas e externas.
O Flamengo assumiu a dianteira na média de público nesta temporada nos últimos dias e, com o time em ascensão e vivo em três frentes, poderá se beneficiar do tamanho do Maracanã para aumentar sua folga. Corinthians e Palmeiras, que há anos vêm se destacando nas taxas de ocupação dos estádios, têm seu teto limitado pelas capacidades de suas arenas, bem inferiores às do principal estádio do Rio.

Comparativo entre os clubes — Foto: Editoria de arte

O destaque positivo nesse quesito, para a surpresa de poucos, é o Fortaleza, em sexto na média de público apesar de ter apenas a 12ª maior torcida do país. Outros vêm no sentido contrário, como a dupla Gre-Nal.
Os números de inscritos nos programas de sócio-torcedor são ainda mais desajustados e voláteis.
— Existem vários motivos que fazem o torcedor se associar ou não: o momento do time, os valores (dos pacotes), a capacidade do estádio… Tem torcedor que não vira sócio porque sabe que, se quiser ir ao jogo, conseguirá comprar ingresso — diz Bernardo Pontes, sócio da BP Sports e especialista em marketing esportivo.
Campanhas de adesão em massa foram recorrentes nos últimos anos e fizeram com que o topo do ranking tivesse diferentes ocupantes, do Internacional ao Vasco. Hoje, o posto pertence ao Corinthians, que na semana passada desbancou o Atlético-MG.

A métrica das redes sociais é a que mais se assemelha à dos tamanhos absolutos das torcidas, com uma vantagem ainda mais confortável do rubro-negro carioca e destaque para o Santos. Mas, novamente, os números dizem pouco sozinhos.
— É uma visão distorcida medir sucesso pela presença nas redes sociais. Os dados delas pertencem a outras empresas, não aos clubes — alerta Maia. — As redes são um alavancador de relevância, mas isso só faz sentido se você levar o usuário a consumir algo no seu canal, porque aí sim o dinheiro vai circular.
Pontes concorda:
— Os clubes não atingiram digitalmente seu potencial. Tem clube que publica dois materiais por dia. Não dá para ser assim. Precisa-se criar quadros, programadas, bastidores… Conteúdo é o novo petróleo. (Fonte: https://impactomais.com.br)

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