WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

DIAS TOFFOLI DIZ QUE LAVA JATO “DESTRUIU EMPRESAS” E PROCURADOR REAGE A FALA DE TOFFOLI: “COMBATE À CORRUPÇÃO OCORRE APESAR DO STF”

.

O Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou em entrevista a O Estado de S.Paulo de ontem, segunda-feira (16) que a Lava Jato “destruiu” empresas brasileiros, ressaltando que o que foi feito pela força-tarefa não aconteceria em países como EUA e Alemanha.
“A Lava Jato foi muito importante, desvendou casos de corrupção, colocou pessoas na cadeia, colocou o Brasil numa outra dimensão do ponto de vista do combate à corrupção, não há dúvida. Mas destruiu empresas. Isso jamais aconteceria nos Estados Unidos. Jamais aconteceu na Alemanha”, disse.
O ministro afirma ainda que o governo Jair Bolsonaro tem “pessoas e áreas de excelência” que tem feito “belíssimos trabalhos, tem tido diálogos com as instituições o tempo todo”. Porém, segundo ele, falta um “projeto nacional”.
“Eu tive a oportunidade, naquele café da manha com os chefes de poderes, estavam presentes o presidente Bolsonaro, o Paulo Guedes, o general Heleno, o Jorge Almeida, hoje ministro, e eu tive a curiosidade de perguntar: “E o dia seguinte da reforma da Previdência?”, “Aí é com o Paulo Guedes”, disse o presidente. Aí o Paulo Guedes começa a falar. Mas você que não há uma ação coordenada”.
Toffoli também falou da situação “bastante complexa” no Brasil e no mundo, que permite a volta de ideias do “estilo fascista”.
“É algo bastante complexo, não envolve só o Brasil. A volta dos nacionalismos, uma reação à globalização, a volta de posição de identidades de gueto, “eu só converso com pessoas que pensam igual a mim, quem não é igual a mim é meu inimigo”. Essa ideia no estilo fascista, realmente autoritário, de que existem seres melhores do que os outros, vai contra tudo aquilo que foi o desenvolvimento da teoria jurídica, política e ética do pós-Segunda Guerra com os direitos humanos, a fraternidade, a solidariedade”.

PROCURADOR REAGE A FALA DE TOFFOLI: “COMBATE À CORRUPÇÃO OCORRE APESAR DO STF”

Procuradores da República criticaram o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, nesta segunda-feira, 16, após a publicação de entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em que o ministro diz, em tom de crítica, que a Operação Lava Jato “fechou empresas”, em função do que chama de falta de clareza da legislação sobre acordos de colaboração premiada para pessoas jurídicas.
Integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o procurador Roberson Pozzobon saiu em defesa das investigações. “A Lava Jato não ‘destruiu’ empresa nenhuma. Descobriu graves ilícitos praticados por empresas e as responsabilizou, nos termos da lei. A outra opção seria não investigar ou não responsabilizar. Isso a Lava Jato não fez”, afirmou.
Ele também rebateu o comentário de Toffoli de que o Ministério Publico deveria ser mais transparente citando o inquérito aberto pelo presidente do Supremo para apurar ameaças, ofensas e supostas fake news disparadas contra integrantes da Corte e seus familiares nas redes sociais. O ministro Alexandre de Moraes foi designado como relator do caso por Toffoli, sem realização de sorteio.
“Interessante comentário de quem determinou a instauração de inquérito no STF de ofício, designou relator “ad hoc” (para esta específica função) e impediu por meses o MP de conhecer a apuração”, afirmou Pozzobon em publicação no Twitter.

.

Comentários estão fechados.