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PÓS DEBATE: DENICE E ISIDÓRIO DESANIMAM GOVERNO E MUDANÇA DE APOSTAS PASSA A SER ESTIMULADA

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Entre políticos que viram o debate da Band, há consenso de que a candidata do governador Rui Costa (PT), a major Denice Santiago, teve um desempenho incapaz de ajudá-la a melhorar suas intenções de voto à Prefeitura. Pelo contrário.
Eles acreditam que, se depender de novos confrontos do tipo, o cenário para ela pode até piorar, brecando uma ascensão na qual os petistas apostavam a partir do fortalecimento de sua vinculação com o governador, que é bem avaliado na capital baiana.
A culpa, evidentemente, não é da candidata, que se tornou bastante querida no seio da campanha petista. Denice foi envolvida na disputa de uma hora para outra, depois que a chapa pensada para ser liderada por Guilherme Bellintani, na qual ela seria apenas a vice, foi para o espaço.
O plano descortinou uma espécie de “Operação Tabajara” para a sucessão em Salvador pela qual hoje ninguém, evidentemente, quer se responsabilizar no governo. Diante do quadro, a turma no PT preocupada com os reflexos do debate acha que há pelo menos duas alternativas.
Seria investir em mais eventos de rua e num programa de televisão que consiga superar as limitações da candidata. Eles não escondem a preocupação com a repercussão da performance da major sobre a eleição de vereadores à Câmara de Salvador na coligação liderada pelo partido.
Um resultado sofrível para ela nas urnas abalaria imensamente a elegibilidade dos candidatos do PT e do PSB, com quem os petistas se coligaram. Ao desânimo com Denice, soma-se um maior com aquele que chegou a ser pensado como seu maior adversário eleitoral no grupo do governador.
Também sob a perspectiva do debate, a articulação governista faz a avaliação de que o candidato do Avante, Sargento Isidório, está longe de representar uma alternativa que tanto ameace a candidata quanto possa se constituir numa alternativa a ela no caso de seu nome não conseguir ser alavancado.
Eles acreditam que, apesar do esforço de repaginação, que inclui a negação do mote de “doido” com que Isidório fez sua bem sucedida carreira parlamentar, o candidato do Avante não vai conseguir superar a caracterização folclórica que o acompanha, o que está longe de significar uma opção para o eleitorado da capital.
Em todo o grupo, portanto, restariam os nomes da deputada Olívia Santana, candidata do PCdoB, e de Bacelar, que disputa pelo Podemos – os que, na visão do grupo, tiveram melhor desempenho do lado do governo no confronto de quinta-feira, com destaque para o deputado federal.
A partir de agora, as pesquisas, principalmente as qualitativas, devem indicar se os dois podem se constituir em alternativa de aposta do governo no caso de a major não conseguir ganhar vigor, embora Olívia menos do que ele por ter se composto com o PP em desafio à vontade do governador.
Há convencimento de que Bacelar foi o melhor debatedor na quinta, seguido da própria Olívia, no lado governista. O problema seria promover um cavalo de pau no arremedo de estratégia com que o governo e o PT se pautaram até aqui para a sucessão em Salvador.
Exatamente porque, implicaria, naturalmente, no abandono, nada ético, do projeto inicial de transformar Denice no pólo da disputa com o candidato do prefeito ACM Neto (DEM), o democrata Bruno Reis, cuja participação no debate, na avaliação dos aliados, apenas reforçou seu já conhecido favoritismo. (Fonte: Política Livre)

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