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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – Pelo Prof. MAURÍCIO SANTANA

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“Piranha”, “Farsante”, “Mulherzinha que dá pra qualquer um”, “Incompetente”. Estes podem ser apenas alguns exemplos de violência contra a mulher mais observados atualmente. O constrangimento, a humilhação, o rebaixamento (por meio de xingamentos) e as ameaças são padrões desta forma de violência. Segundo dados do último relatório da Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocuparia a 7ª posição entre as nações mais violentas para as mulheres, de um total de 83 países.
A sociedade brasileira é patriarcal e marcada acentuadamente pelo machismo a cada 2 segundos uma mulher sofre violência ou ofensa verbal. Sendo essa a forma mais clara da agressão no Brasil, é crucial que as mulheres levantem suas vozes e confrontem as ‘regras’ impostas sob as quais são julgadas continuamente. De acordo com estudos da Organização das Nações Unidas (ONU), a ofensa verbal (classificada como psicológica e moral) pode ser vista como uma das piores formas de violência, uma vez que ela pode ser a porta de entrada para todas as outras. Torna-se crucial, pois, enfatizarmos que é mais do que urgente trazer a tona as discussões acerca da igualdade de gênero, do respeito aos direitos humanos e principalmente, neste caso, o direito da mulher. O respeito à vida, a garantia da não submissão a torturas e maus-tratos e o respeito às diferenças (incluindo-se raça, cor, credo, identidade de gênero e orientação sexual) são alguns desses direitos.
Na contemporaneidade são inúmeros os movimentos, leis e organizações que lutam pelas garantias supracitadas. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Lei Maria da Penha, os ‘Objetivos do Desenvolvimento Sustentável’, a ONU Mulher, o movimento ‘#Gigantesnaluta’ (coletivo de mulheres), a Marcha das Margaridas ( movimento de mulheres do campo), e tantos outros movimentos sociais vêm ao encontro e potencializam as lutas e (RE) existência das mulheres frente as amplas desigualdades que insistem em persistir.
É através da educação, do feminismo e do empoderamento que podemos combater às agressões às quais essas mulheres sofrem e poderão sofrer. No entanto, não custa frisar, portanto, que quaisquer formas de violência contra a mulher é passível de punição legal no Brasil e, somente tendo a coragem de denunciar o agressor – independentemente de quem seja -, conseguiremos uma sociedade melhor e mais igualitária.

(MAURÍCIO SANTANA, Licenciado em História, Professor da rede Estadual e Privada de Ensino, Pós Graduado em História do Brasil, Gestão Educacional e Mestre em Educação)
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