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(OPINIÃO): JUVENTUDE TRANSVIADA – Pelo Prof. NELSON RIBEIRO

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O jovem brasileiro morre em taxas muito elevadas. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil detém o sétimo maior índice de homicídios entre jovens em todo o mundo. Pior do que o Brasil, apenas Honduras, El Salvador, Colômbia, Venezuela, Iraque e Síria. Segundo o conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Daniel Cerqueira, as razões para o aumento são várias. “Hoje temos 79 facções de narcotraficantes no Brasil, que trazem para dentro jovens cada vez mais novos”, disse o pesquisador. “Uma outra questão que me chama a atenção é que a sociedade nos últimos anos tem ficado cada vez mais transigente. Esse clima de polarização também contagia os jovens.”
O contexto atual, nos leva a refletir. A juventude parece mesmo perdida, mas não mais nem menos perdida do que era quando éramos jovens. A única vantagem que temos – os mais velhos, é que entendemos que celulares novos e tênis da moda não nos deixam mais felizes ou satisfeitos. De resto, continuamos tentando preencher, com a arte, os hobbies e os afetos, a insaciável fome que temos pelo novo.
Um diferencial que tem ficado um pouco no passado, é que possuíamos mais foco, sabíamos mais o que queríamos, éramos mais cobrados e não vivíamos de imediatismo. A juventude atual, não sabem muito bem o que quer, seus referenciais não são tão sólidos, poucos são seguem exemplos de quem venceu na vida por meio dos estudos ou do trabalho árduo. Seguem, ao contrário aqueles que colecionam milhões de seguidores nas redes sociais, aqueles que conquistam “respeito” pelo carisma, personalidade diferenciada, oportunismo, esperteza ou pelo medo. Seguem aqueles que vivem de ostentação às custas dos mais vulneráveis, dos que se tornaram suas vítimas. Buscam viver uma vida de muita adrenalina, mas cheia de riscos, e muitos não terminam nem a juventude por conta desta busca.
Nossos jovens atuais ou boa parte deles parecem amar o luxo, têm maus modos e desprezam a autoridade. São desrespeitosos com os adultos e passam o tempo vagando nas praças. São propensos a ofender seus pais, monopolizam a conversa quando estão em companhia de outras pessoas mais velhas; comem com voracidade e tiranizam seus entres queridos.
Eles não querem aprende a valiosa lição: a vida é algo frágil e extremamente raro. Vivemos nossos dias como se fossem durar para sempre, como se sempre existissem abraços, risadas e crianças correndo na grama, mas todas essas coisas são frágeis e podem deixar de existir a qualquer momento. Todos os dias da nossa vida devemos parar, olhar uns para os outros e agradecer, e reconhecer que temos muita sorte.
Sendo assim, precisamos pensar bem em que país ou cidade queremos viver e escolher bem nossos candidatos aos cargos executivos e legislativos. Precisamos buscar e criar alternativas para salvar nossa juventude a nossa juventude transviada.

(NELSON RIBEIRO FILHO, Mestrando em Educação, especialista, Professor das redes Estadual e Municipal de ensino e é o administrador do grupo TRIBUNA LIVRE DE ITAMARI. Também idealizador da Itamari Kakau’s)
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