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CENSO ESCOLAR MUNICIPAL: BUSCA ATIVA, ALUNOS IMPORTAM – Pelo Prof. NELSON RIBEIRO (Itamari)

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A pandemia mudou a nossa vida. Mas uma coisa não pode mudar: educação é um direito que precisa ser garantido, mesmo em momentos de crises e emergências. Crises e emergências, como a da pandemia de covid-19, exigem adaptações contínuas das redes de ensino e um olhar atento para eventuais casos de abandono escolar. Mesmo que a escola esteja funcionando em outros formatos, a escola continua sendo , o melhor lugar para crianças, jovens e adultos passarem boa parte do tempo em sua vida. A escola sempre será o nosso porto seguro, o nosso farol de referência.

A escola serve não apenas de ambiente de aprendizagem, a escola protege e acolhe. É na escola onde esse aluno recebe orientações, acompanhamentos e ensinamentos que muitas vezes não encontram no seio familiar e hoje, mais do que nunca é preciso manter o vínculo de crianças e adolescentes com a escola.
Cada aluno é importante, fora da escola, o aluno fica sujeito a maiores riscos, são mais vulneráveis. Dentro da escola ele é alimentado, acompanhado, cuidado. O olhar especial e atento da escola por seu aluno o faz sentir-se mais seguro e feliz. É na escola que a maioria recebe apoio emocional, jurídico, sanitário, pedagógico e até espiritual. Nossos professores multifuncionais, exercem apoio em todas as áreas, onde o poder público falha em oferecer.
O enfrentamento da exclusão escolar é um esforço que deve envolver toda a sociedade. A Busca Ativa Escolar permite mapear a exclusão e o abandono escolares e cria estratégias para manter e (re)matricular meninas e meninos na escola. Sendo assim, todos nós envolvidos direta e indiretamente precisamos nos unir nesses esforços. Por meio de ações de informação e de mobilização para diversos públicos, realizadas pelas equipes municipais e estaduais da Busca Ativa Escolar, pretendemos ampliar o nível de compreensão dos desafios e, assim, avançar cada vez mais no enfrentamento da exclusão escolar e na concretização da educação como direito inalienável.
É necessário que estados e municípios possam criar uma campanha de comunicação que engaje e envolva os atores e atrizes locais nessa tarefa. Sugerimos quatro públicos como prioritários para essa campanha: famílias, escolas, gestão pública e mídia. O mais importante é ter seu município e/ou estado engajado e mobilizado para garantir o direito à educação de cada criança e cada adolescente.
Portanto, a Busca Ativa Escolar é uma estratégia muito útil para ajudar a garantir os direitos de todas as meninas e de todos os meninos, em especial o direito à educação. Mas só é efetiva com o envolvimento de todas as políticas públicas (educação, saúde, assistência social, entre outras) e com a participação e o engajamento ativos da sociedade.
Acompanhe a freqüência dos(as) estudantes às atividades escolares, sejam elas presenciais, remotas ou mistas. A pandemia não revoga o direito à educação. Nenhuma menina e nenhum menino podem ser deixados(as) para trás. O trabalho em rede é fundamental para proteger e garantir direitos de crianças e adolescentes, em especial o direito à educação.
Por isso defendemos que em cada escola, e fora dela se faça uma Busca Ativa, não apenas aos alunos que já freqüentam a escola ou que estejam devidamente matriculados, mas que a Busca ATIVA seja ampliada. Defendemos a idéia de um CENSO ESCOLAR MUNICIPAL, onde deve-se buscar os alunos invisíveis, aqueles que não foram a escola se matricular, aqueles que estão em situação de vulnerabilidade social, aqueles que não aparecem nas estatísticas Educacionais. Precisamos buscar também os analfabetos funcionais, os que abandonaram a escola no meio do caminho, os que ainda não sabem ler, os que estão em idade escolar , mas fora da escola. Precisamos investir na alfabetização de jovens , adultos e idosos. Precisamos buscar os alunos especiais.
Quantos alunos renovaram às matrículas? Quantos alunos novos foram matriculados? Quantos alunos foram transferidos, e por quais motivos? Como estão sendo às aulas remotas, quantos estão assistindo às aulas, quantos já desistiram? Quem são e onde moram os desistentes? Os alunos sem acessos a internet estão sendo assistidos? Qual o potencial da minha escolas, quantas vagas posso criar em minha escola? É possível formar turmas do EJA? Que tal realizar um mutirão de pré-matrículas para a educação de Jovens e Adultos em nossa cidade? Com as indagações, pretendo afirmar que os problemas do baixo índice de matrículas e rematrículas em nossas escolas, é um problema que deve ser enfrentado desde já, enfrentados com inteligência, planejamento e ações. Devemos nos antecipar aos problemas futuros que o baixo índice de alunos não matriculados nas redes de ensino poderá ocasionar. Devemos pensar, no estudante não apenas como um número, mas como alguém que precisa estudar para melhorar as suas chances de sobrevivência em uma sociedade a cada dia com menos oportunidade, mais competitivas e que apenas com a educação melhoramos nossas possibilidades.

(NELSON RIBEIRO FILHO, Mestrando em Educação, especialista, Professor das redes Estadual e Municipal de ensino e é o administrador do grupo TRIBUNA LIVRE DE ITAMARI. Também idealizador da Itamari Kakau’s)
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