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CONHEÇA A TRAJETÓRIA DA DOUTORA MAIS JOVEM DO BRASIL

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Concluir um doutorado já é motivo de satisfação para quem dedica a vida à pesquisa. Agora, imagine se tornar a doutora mais jovem do Brasil e em um cenário desafiador como uma pandemia! Este é o caso da professora Nattane Luíza da Costa, que recebeu o título de doutora aos 24 anos.
Atualmente com 25 anos, a doutora em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Goiás (UFG) defendeu a tese de seu doutorado uma semana antes do seu aniversário.
Antes de Nattane, a mais jovem doutora do Brasil era Daphne Schneider Cukierman, de 26 anos, que concluiu doutorado em fevereiro deste ano pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
Com pai professor e irmão mestre na área de Química, Nattane teve na família a inspiração para seguir com os estudos e entrar para a pesquisa. No doutorado, defendeu a tese intitulada “Uso e estabilidade de seletores de variáveis baseados nos pesos de conexão de redes neurais artificiais”.
Apesar da pouca idade, Nattane é professora titular de Ciência da Computação no Instituto Federal Goiano (IF Goiano). O cargo foi conquistado ao ser aprovada em concurso público em 2018, quando tinha 22 anos.
A CAÇULA DA TURMA

Nattane concluiu mestrado aos 21 anos e, um ano depois, foi aprovada em concurso do IFG para professor
Nattane é de Palmelo, pequena cidade com cerca de 2,5 mil habitantes no interior de Goiás. Ela iniciou a vida escolar um ano mais cedo do que o de costume, sendo sempre a caçula da turma.
No 2º ano do ensino médio, decidiu fazer o vestibular da Universidade Estadual de Goiás (UEG) como treineira, mas, como teve um bom desempenho e ficou em quarto lugar, sua família procurou a Justiça para que ela pudesse fazer faculdade sem ter concluído o ensino médio.
Com a liminar concedida, Nattane entrou para o curso de Tecnologia em Redes de Computadores com apenas 15 anos. A então adolescente frequentava as aulas do colégio no período da manhã, e cursava faculdade à noite.
Como cursos tecnológicos têm menor duração (com cinco ou seis semestres), Nattane terminou a graduação aos 18 anos, idade em que é comum que os estudantes estejam concluindo o ensino médio ou ingressando no ensino superior.
Sem perder tempo, Nattane foi para o mestrado no Instituto de Informática (INFI) da UFG e, em seguida, partiu para o doutorado na mesma instituição, sempre na área de mineração de dados.
PAIXÃO PELAS EXATAS
Nattane sempre se interessou por disciplinas como matemática, química e física, o que a ajudou na escolha do caminho a seguir na graduação e, posteriormente, no mestrado e no doutorado. Ainda na escola, Nattane aproveitava as olimpíadas científicas para colocar em prática os conhecimentos.
“Participei e adorava essas olimpíadas. Lembro de participar da olimpíada de física e astronomia durante o ensino fundamental. A que eu mais gostava era a Olimpíada de Matemática. Me sentia desafiada e motivada a analisar os problemas e a pensar com cautela”.
A paixão pela matemática influenciou na escolha do curso no vestibular. “Eu não havia decidido qual curso superior eu queria fazer, só sabia que seria de exatas”, comentou Nattane.
O município de Palmelo não possui campus da UEG. Nattane teve que se inscrever para um curso de exatas da cidade vizinha, Pires do Rio, e o único oferecido era o de Tecnologia em Redes de Computadores. “Como eu fiz o vestibular para “treinar”, eu escolhi o curso de Redes pois a prova da segunda fase do vestibular seria de exatas”, explica a doutora.
FOCO NA PESQUISA
Habituada ao trabalho com a tecnologia e sabendo da importância do ramo para a sociedade, Nattane decidiu focar na mineração de dados após sair da faculdade. Durante o mestrado, ela buscou encontrar padrões e informações sobre vinhos de diferentes uvas e países. No doutorado, ela intensificou a pesquisa com os vinhos e ampliou a mineração para a área da saúde, trabalhando na melhoria de um algoritmo que faz a busca pelos padrões.
Mas afinal, o que é mineração de dados? Nattane explica de forma lúdica do que se trata:
“Imagine um garimpeiro tentando encontrar ouro. O espaço para procurar ouro é grande, e o trabalho é cansativo. Quando falamos de dados, temos um volume muito grande de dados que podem conter informações valiosas, como o ouro no exemplo do garimpo. Mas procurar essa informação a olho nu é impraticável. Assim, utilizamos de algoritmos de aprendizado de máquina, estatística, banco de dados, entre outros, para facilitar a busca por informações ou padrões úteis”, conta a doutora.
Em resumo, a mineração de dados procura encontrar padrões úteis em dados e informações. E para tornar o método ainda mais útil nos dias de hoje, a mineração é aplicável em qualquer área do conhecimento. (Fonte: Festivalbrasilescola)

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