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“TENHO 33 ANOS, NAMORO E ME DIVIRTO COM GAROTOS DE PROGRAMA”

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Há quatro anos, terminei um relacionamento e decidi chamar um garoto de programa pela primeira vez. Sou cartomante e professora de baralho cigano em Belo Horizonte, tenho 33 anos, e até falaria meu nome neste relato, porque para mim não tem essa de homem poder fazer alguma coisa e mulher, não.
Só que estou no candomblé há 15 anos, e acho que as pessoas não iriam gostar.
Tinha uma cliente que era garota de programa e foi quem que me sugeriu sair com um GP. Ela me passou um site, que achei seguro. Lá, os nomes são fictícios, mas eles têm o registro da pessoa e qualquer coisa, a gente pode registrar uma reclamação.
Os meninos atendem em flat, em motel ou na minha casa. É delivery (risos). Na primeira vez, não tive medo, mas vergonha. Querendo ou não, sou jovem… Achei que o cara iria pensar que sou estranha, mas foi de boa.
“VOCÊ PODE EXIGIR HORÁRIO”

Contrato garotos de programa para ter sexo com satisfação e porque acho chatíssimo conhecer alguém no Tinder, conversar como se fosse entrevista de emprego. No site não, você pode exigir horário e ter aquele homem que não vai pegar na rua.
Recomendo para as minhas clientes sempre. Elas reagem com: “Meu Deus”. Tem estigma, né? De que é errado, feio. O sexo ainda é visto como algo errado.
Só não indico para quem é ‘emocionada’, porque é uma relação comercial mesmo, para gente e para os meninos. Aliás, não dou brecha, não me envolvo. Alguns gatilhos são perigosos, porque eles dizem que a gente é linda, mandam ‘oi, bebê’. Tentam a fidelidade da cliente. E se você for carente…
Sou muito prática, o que busco é que eles resolvam meu problema — se resolver, está ótimo. Não é como relacionamentos, que te cobram muita atenção.
O que o namorado não topa, com eles é mais tranquilo vou revezando três ou quatro do site. No meu caso, gosto que eles também recebam sexo anal e de frequentar casas de suingue. Antes da pandemia, ia uma ou duas vezes por ano, mas agora só não estou indo. São coisas que, no relacionamento, o namorado não curte e, com eles, é mais tranquilo.

Tudo é combinado antes e usamos preservativo sempre, pela nossa saúde. Também gosto de não ter que me preocupar se estou gorda, feia, se a calcinha está bonita.
Você é a cliente e, com os meninos, tem certeza de que vai gozar. Eles têm mais fogo, mais paciência e sabem fazer.
Para mim, é uma mistura de liberdade com empoderamento feminino. É empolgante. Às vezes, você sai com o cara de aplicativo de relacionamento, perde tempo, cria ilusão. Vai ter que pagar metade da conta, R$ 150, e não vai ter nem satisfação depois? Melhor pagar um pouco mais e ter.
O preço depende do evento. Se for um encontro normal, é R$ 350. Se for festa, casa de suingue, em que eles cobram a pernoite, é R$ 1.000. Agora, no isolamento, estou namorando. Há um ano, na verdade. Mantenho os encontros sem ele saber, porque ele teria muito ciúme.
Com os meninos, dá para pedir exame da covid-19, evitar contato boca a boca e, geralmente, a pessoa toma banho antes de começarmos.
Agora, uma coisa que converso com eles é que a maioria das mulheres que os procuram é mais velha e não na minha faixa etária. Já para as garotas de programa, isso é diferente, homens novos também contratam. As pessoas têm muita curiosidade em saber disso. Não é normal ver mulheres como eu falando disso. Mas é poder. Poder, não. É empoderamento feminino.”
*O nome da entrevistada foi trocado a pedido dela para manter a privacidade. (Fonte: Universa)

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