WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

POR QUE AS CRIANÇAS SENTEM MEDO? – Pelo Prof. ZENILDO SANTOS SILVA-ZOOM

.

Podemos entender como medo, um estado emocional, que ativa sinais de alerta no corpo diante dos perigos. Na vida, o que se espera é que a criança aprenda a dominar seus temores e não ser dominado por eles, assim como acontece com os adultos. A diferença é que os pequeninos têm uma percepção mais inocente dos acontecimentos, uma imaginação bastante fértil, e uma menor capacidade de discernimento dos fatos. É preciso entender a origem do medo infantil, estando atento aos sinais demonstrados pela criança, e saber conversar com ela sobre o que lhe causa pavor.
Os pais e os responsáveis devem valorizar tudo o que o filho diz, embora nem sempre os pequenos se comunicam por palavras. Para cada idade existem medos específicos: de 0 a 18 meses, medo de barulhos estranhos ou altos, luzes intensas, pessoas estranhas e riscos de quedas. Dos 18 a 36 meses, água, pessoas mascaradas (Papai Noel), escola e tudo o que for estranho à sua rotina. Entre 3 a 5 anos fantasias assustadoras, como monstros e fantasmas. A partir dos 6 anos, medos mais vinculados à realidade, como ladrões e o de acidentes em geral.
Diante de qualquer situação de medo é preciso sempre dar atenção, questionar e estimular a enfrentar o medo irreal. Não gastar tempo demais falando sobre o assunto para evitar que a criança fique ainda mais ansiosa. Algumas vezes, os medos comuns da infância podem persistir em maior medida, a ponto de influenciar na vida do seu filho. Além disso, algumas crianças ainda podem desenvolver medos específicos e mais difíceis de serem superados, decorrentes de situações traumáticas que tenham vivido. Nesses casos, se as conversas e o apoio dos pais/mães/responsáveis não forem suficientes para que a criança supere seu trauma, é indicado que a família procure ajuda de um psicólogo infantil é significativo nesses casos.

(ZENILDO SANTOS SILVA, Bacharel em Psicologia, Psicopedagogo e Mestrando pela UFSB em Ensino e Relações Étnicos Raciais)
.

Comentários estão fechados.