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POR UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA – Pelo Prof. ISRAEL LEAL

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Neste mês de setembro, vivemos a campanha do “Setembro Amarelo”, que foca na luta pela prevenção ao suicídio e que tem como fator primordial, conscientizar e alertar a sociedade sobre o assunto.
Entretanto, o que nem todos sabem é que o mês de setembro também é “verde”: o “Setembro Verde” foi criado para lembrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado no dia 21 desse mês.
E, infelizmente, é possível traçar um triste paralelo entre essas duas datas: pessoas com autismo estão mais propensas ao suicídio em comparação a neurotípicos.
A situação é gravíssima e delicada, principalmente quando ouvimos palavras em atitudes preconceituosas de um ministro da educação, quando diz: – “Alunos com deficiência atrapalham o ensino dos demais estudantes”. E mais: – “não queremos inclusivismo”.
Contudo, essas declarações não pode e nem deve ser uma questão que preocupa apenas pais, familiares ou professores, mas a, todos aqueles que vivem na chamada “comunidade autista”. Pois esse é um problema tão grave, que afeta toda a sociedade e todos podemos e devemos nos manifestar publicamente em busca de soluções.
Há quinze meses, o autismo atravessou o meu caminho, através do meu enteado. Quando olho para trás, vejo que o saldo foi muito positivo: seja lá quem já fui um dia, sei que hoje sou um ser humano infinitamente melhor, em todos os aspectos.
Conviver diariamente com a diferença me trouxe ensinamentos que jamais poderia sonhar em aprender. Conheci as dificuldades e os preconceitos que essas pessoas com deficiência enfrentam. Isso me fez adquirir novas perspectivas, sobre diversas visões de mundo, o que com certeza, contribuiu e muito para o meu crescimento pessoal.

Ao decidir lutar também por essa causa, o ativismo me fez mergulhar de cabeça nesse oceano de diversidade e pude constatar o quanto me enriqueci ao debater e trocar ideias com pessoas diferentes e com opiniões divergentes.
Porque, durante toda a minha vida na escola como estudante do ensino fundamental, jamais dividi uma sala de aula com um aluno com alguma deficiência? Então me pergunto: onde estavam essas pessoas? Porventura não
existiam pessoas com deficiência há 30, 40 anos? Ou será que essas pessoas estavam dentro de suas casas, porque lhes foram negadas o direito à educação?
Tenho certeza de que suas mães e familiares, lutaram bravamente para que eles fossem incluídos nas escolas, mas todas as portas lhes foram fechadas.
Temos, agora, toda uma geração de adultos com deficiência que foi impedida de estudar. E ainda mais, temos, ainda uma geração que foi privada de conviver com as diferenças e que perdeu a oportunidade de construir um aprendizado baseado na troca de experiências, vivendo e convivendo com a diversidade de forma natural.
Mas agora façamos diferente! Temos a obrigação de construir uma sociedade melhor e proporcionar aos nossos filhos, sejam eles deficientes ou não, um mundo mais empático e mais justo, porque indistintamente, todos ganhamos quando convivemos com a diversidade.
A luta pela inclusão e de todos nós e não apenas das pessoas com deficiência e seus familiares. Essa luta é de toda uma sociedade. Por isso, caminhe junto conosco na construção desse processo.
Ensine seus filhos a respeitarem e aceitarem o próximo, independente de qualquer diferença ou deficiência.
Diga não ao bullying e diga SIM ao amor!
Diga não ao preconceito e SIM à empatia!
Que nesse setembro de tantas cores, folhas e flores, renasçam em nossos corações a inclusão, o amor, o respeito ao próximo, a tolerância e a empatia.

(ISRAEL LEAL – Mestre em Teologia/ Professor da Rede Pública/ Licenciado em História/ Pós-graduando em História da Cultura Afrodescendente no Brasil/ Bacharel em Direito/ Pós-graduado em Compilance Jurídico)
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