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PRESIDENTE TRANSFORMA O GOVERNO EM COMITÊ ELEITORAL E O ‘RISCO BOLSONARO’, SEGUNDO O PL DE VALDEMAR

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Em seu livro “Medo”, o jornalista Bob Woodward conta como o “deep state” da burocracia do governo americano resistiu, boicotou e impediu decisões do então presidente Donald Trump. A ordem da retirada imediata da base militar na Coreia do Sul, o rompimento das relações com a Dinamarca e os estudos para apoio a um golpe na Venezuela foram procrastinados por trás de pretextos até que o chefe esquecesse a ordem ou mudasse de ideia. No Brasil, Jair Bolsonaro decidiu enfrentar o estamento burocrático por dentro.
O presidente colocou em marcha a mais completa ação de captura da burocracia federal que se tem notícia no período democrático. Até o final do processo, Bolsonaro terá o controle da PF, Receita Federal e do Coaf com o intuito de usar as informações desses órgãos a favor da eleição. Na prática, o governo já controla a Procuradoria Geral da República.
Na última sexta-feira, 3, o Ministério da Economia anunciou a demissão do secretário da Receita, José Tostes, depois de divergências na nomeação do novo corregedor, cargo vago desde julho. Tostes relutava em aceitar a sugestão da família Bolsonaro para o cargo, como informou o jornal digital Poder 360.
Nos próximos dias, o Planalto envia ao Congresso um projeto de lei transferindo para o Ministério da Justiça o Coaf, o departamento que fiscaliza transferências bancárias suspeitas e combate à lavagem de dinheiro. Uma ironia: o Coaf pertencia ao Ministério da Justiça e foi transferido para o Banco Central, para evitar que o então ministro Sergio Moro tivesse informações sobre as investigações do órgão contra o filho mais velho do presidente, Flávio Bolsonaro.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, vai deixar o cargo em abril para ser candidato a deputado federal. No seu lugar, informou a repórter Andréia Sadi, da Globonews , deve assumir o atual chefe da Abin, o delegado da PF Alexandre Ramagem, o pivô da demissão de Moro em 2020.
Na Polícia Federal, a intervenção é pública. Três delegados envolvidos na denúncia que pediu a extradição do blogueiro bolsonarista Alan dos Santos, foragido nos EUA, foram afastados nas últimas semanas. Só neste ano, dez delegados da PF foram transferidos.
Um dos efeitos colaterais do governo Bolsonaro é o rebaixamento das expectativas. Nos governos do PSDB, a Receita Federal se tornou um órgão de Estado e as Forças Armadas passaram a ser subordinadas a um ministro civil. Nos governos do PT, os procuradores da República investigaram e denunciaram ministros e o partido e a PF agiu sem amarras. Temer se viu obrigado a desconvidar um possível ministro da Justiça quando ele contou como pretendia abafar a Lava Jato.
Bolsonaro fez tudo isso, ameaçou ministros do STF, trocou os comandantes das FFAA e é só o começo.
VEJA conversou com um ministro do Planalto e um líder do Centrão que participam das conversas sobre essas mudanças. Ambos afirmaram, sob sigilo, que a intenção do presidente é a de usar todas as informações disponíveis da PF, Receita e Coaf contra os adversários durante a campanha. É ingenuidade supor que Bolsonaro vai entregar o cargo sem usar todos os métodos disponíveis, legais ou não. (Fonte: Veja)

O ‘RISCO BOLSONARO’, SEGUNDO O PL DE VALDEMAR – Por José Casado

O Brasil de Jair Bolsonaro virou uma ilha de estagnação econômica, em recessão, com inflação crescente e disseminada, juros recordes e desemprego alto.
Este é o cenário que embala a candidatura Jair Bolsonaro, às vésperas do Natal.
No governo e no Congresso há quem aposte numa recuperação da economia, e da competitividade eleitoral do presidente, até o final do verão.
No Partido Liberal de Valdemar Costa Neto, que acabou de receber o candidato à reeleição, prevalece um consenso: mantido o ritmo atual da crise econômica, existe o risco de que Bolsonaro se afogue nas águas de março — a 15% ou menos de preferência nas pesquisas eleitorais.
Se o ‘risco Bolsonaro’ se confirmar, o PL teria de repensar o próprio rumo. Se possível, claro, sem deixar o governo. (Fonte: Veja)

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