O PECADO SOCIAL – Pelo Prof. ISRAEL LEAL
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Este final de semana visitei um amigo, pastor progressista e ecumênico onde aprendi muito sobre o pecado social. Foi essa a sua mensagem do domingo de Páscoa e quero compartilhar neste artigo.
Não existe nada mais espiritual, humanitário, político, ético, social do que saciar a fome dos pobres em vulnerabilidade.
O próprio Jesus, encheu-se de compaixão e saciou com pão e peixe a multidão de famintos que o seguiam. O cerne desta mensagem é encontrado no Pai Nosso e no Pão Nosso, na oração universal do Senhor. A preciosa herança do Cristo de Deus será alcançada por aquele que mantem sempre unidos o Pai Nosso com o Pão Nosso. Só assim esse poderá dizer, Amém.
A pobreza é o fruto de um sistema, pois é a base de uma sociedade que tem por objetivo acumular bens materiais sem qualquer justiça social.
Um sistema que pressupõe pessoas cruéis, cínicas e sem qualquer sentido de solidariedade. Causa-nos profunda tristeza o fato de termos que viver dentro de um sistema que só sobrevive à condição de que o dinheiro produza mais dinheiro, não para termos mais vida senão apenas mais riqueza. Isso é denominado pela teologia moderna como o pecado social.
No Brasil, por mais que se tenha feito e até tirando o país do mapa da fome, existem ainda 20 milhões vivendo em extrema pobreza.
São múltiplas as interpretações que se dão à pobreza. Na verdade é a forma de se sentir negados os direitos de viver com um mínimo de dignidade e com aquela liberdade básica de poder projetar seu próprio caminho de vida.

A liberdade aqui é entendida como liberdade “para” ter acesso ao alimento, à saúde, à educação e à participação na vida social e a espaços de convivência e de lazer.
Pobreza é lida aqui como uma opressão. Seu oposto não é a riqueza, mas a injustiça social.
Na verdade existem três tipos de pobreza: A primeira é aquela dos que não têm acesso à cesta básica e aos serviços sanitários mínimos.
A segunda é a leitura de que os pobres possuem inteligência e capacidade de profissionalizar-se. Com isso é inserido no mercado de trabalho e arranja sua vida. Com essa estratégia não se dá conta do caráter de conflito na relação social, mantendo esses em um sistema que continua produzindo pobres.
E por fim, a interpretação de que o pobre quando conscientizado dos mecanismos que o fazem pobre (são empobrecidos e oprimidos), se organizam, projetam um sonho novo de sociedade mais justa e igualitária, transformam-se numa força histórica, capaz de junto com outros, dar um novo rumo à sociedade. Desta perspectiva nasceram os principais movimentos sociais, sindicais e outros grupos conscientizados da sociedade e das igrejas progressistas. E serão através destes que se podem esperar as transformações sociais tão desejadas.
ISRAEL LEAL,
Mestre em Teologia/ Professor da Rede Pública/ Licenciado em História/ Pós-graduando em História da Cultura Afrodescendente no Brasil/ Bacharel em Direito/ Pós-graduado em Compilance Jurídico)/ Editor do @podquestdoprofessor no Instagram.
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