PARA A HEINEKEN, NÃO EXISTE GUERRA NO MERCADO DE CERVEJAS / CERVEJA MAIS CARA DO MUNDO É A DO CATAR; BRASIL ESTÁ NA 46ª POSIÇÃO
.

O anúncio do investimento de R$ 2 bilhões pela cervejaria espanhola Estrella Galicia em sua primeira fábrica no Brasil não parece ter abalado a Heineken. O
presidente da cervejaria de origem holandesa evita a expressão “guerra das cervejas”, frequentemente usada para descrever o mercado nacional. Ele prefere focar em valores como respeito, paixão, coragem e diversão. Para ele, a palavra “guerra” sugere a busca de resultados a qualquer custo, o que vai contra esses valores.
Mauricio Giamellaro assegura que não está preocupado com o novo momento da Estrella Galicia no país e não parece guardar mágoa da mudança de parceira de distribuição, a Coca-Cola. Ele também não se gaba por conquistar continuamente território da Ambev, aumentando sua participação de mercado de 8% para 24% em pouco mais de uma década.
“Não é isso que buscamos. Apenas queríamos que os brasileiros apreciassem uma cerveja melhor”, afirma, elogiando o próprio portfólio, que inclui cervejas como Eisenbahn, Amstel, Sol e Baden Baden, entre outras, além de bebidas não alcoólicas.
O presidente da Heineken, marca que tem o Brasil como seu principal mercado, também destaca o avanço da empresa em direção à meta de ter todas as cervejarias do grupo abastecidas totalmente por energias de fontes renováveis ainda este ano.

Com ou sem “guerra”, a cervejaria anunciou em maio um investimento de R$ 1,5 bilhão para expandir a capacidade produtiva de duas unidades no Nordeste.
A Estrella Galicia planeja instalar uma fábrica de cerveja na cidade de Araraquara, a 270 quilômetros de São Paulo, sua primeira unidade fora da Espanha. A companhia pretende iniciar as obras em 2025, em uma área de aproximadamente 250 mil metros quadrados que receberá R$ 2 bilhões em investimentos. Quando concluída, a fábrica terá capacidade para produzir até 1,5 bilhão de litros de cerveja por ano. (Fonte: https://forbes.com.br)
.
CERVEJA MAIS CARA DO MUNDO É A DO CATAR; BRASIL ESTÁ NA 46ª POSIÇÃO

Quem esteve na Copa do Mundo no Catar e comemorou as vitórias (ou afogou as derrotas) da Seleção Brasileira teve de estar preparado para gastar um bom dinheiro. É no país do Oriente Médio que estão as cervejas mais caras do mundo, segundo um levantamento da empresa de comparação de produtos HelloSafe Brasil.
Uma pesquisa da companhia divulgada recentemente, mostra que o preço médio de uma garrafa de cerveja de 330 mililitros (ml) no Brasil é de R$ 6,00. Já no Catar será preciso desembolsar R$ 34,76 por 330 ml de suco de cevada. Os valores foram calculados em dólares e convertidos para o real, usando a cotação padrão R$ 5,06.
Pela pesquisa, a cerveja mais barata do mundo está na Hungria, com uma garrafa saindo por R$ 3,33. O Brasil está na 46ª posição no preço da gelada, considerando-se garrafas de 330 ml. Nos EUA o preço é R$ 12,04, enquanto o bebedor na China terá de desembolsar R$ 8,80. A plataforma de comparação de preços investigou o valor médio de uma garrafa de 330ml da Heineken em 77 países.

Apesar da diferença de renda, alguns países europeus praticam preços próximos aos brasileiros. A Alemanha está apenas uma posição acima do Brasil, no 45º lugar. Lá a cerveja custa R$ 6,02. Imediatamente após o Brasil vem a Itália, em 47º lugar, com R$ 5,97.
O Brasil tem a 4ª cerveja mais barata da América Latina. O lugar mais caro é a República Dominicana, com R$ 12,29. Mais baratos que o Brasil são o Paraguai, com R$ 5,66. Em seguida vem o Panamá, com R$ 5,00 e a Colômbia, com R$ 3,39.
Independente do preço, os brasileiros não ficam sem sua geladinha. O país é o terceiro maior mercado de cerveja do mundo, atrás somente da China e Estados Unidos, segundo a empresa de pesquisas de mercado Euromonitor International.
BILHÕES DE GARRAFAS
Para os brasileiros, foi a primeira vez na história em que uma Copa do Mundo ocorreu no período mais quente do ano, às vésperas do verão. O cenário melhorou para o mercado de cerveja no país.
De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), 2022 fechou com um crescimento de 8% na produção da bebida, para 15,4 bilhões de litros. Trata-se de 1 bilhão de litros a mais do que em 2021
Com isso, a expectativa é que os brasileiros consumam 3,3 bilhões de garrafas a mais do que no ano passado e quase 51 bilhões de garrafas de cerveja durante todo o ano de 2023.
Segundo o Euromonitor, as marcas de cerveja mais consumidas no Brasil em 2022 foram Brahma, Skol, Antarctica, Itaipava e Nova Schin.
.
Comentários estão fechados.